EXPOSIÇÕES EM CARTAZ até abril/2018 – MAM SP


EXPOSIÇÕES EM CARTAZ  até abril/2018 

MA

SP

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Homenagem a Piza
07 JANEIRO À 22 ABRIL / 2018
 
Divulgação - MAM SP
Arthur Luiz Piza (1928-2017) explorou a abstração por meio da gravura. Ele acompanhou a chegada do abstracionismo ao Brasil desde o início, na virada dos anos quarenta para os cinquenta. Participou da primeira Bienal Internacional do Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1951 e, no mesmo ano, mudou-se para Paris. Desde então, transitou entre lá e cá, mantendo sua pesquisa com composições que oscilam entre a geometria e as linhas fluidas.
Uma solução recorrente nas obras do artista é o uso de um padrão que preenche diferentes formas. Pequenos triângulos repetidos vão criando uma ordem, mesmo que sem rigidez absoluta no alinhamento. Assim, contornos irregulares demarcados por cor parecem ganhar uma estrutura que os unifica.
O MAM possui 94 gravuras de Piza. Selecionamos 11 delas para esta homenagem ao artista, falecido recentemente. Sua capacidade de sintetizar a abstração informal e a geométrica faz dele um testemunho da história da arte abstrata no Brasil.
Felipe Chaimovich


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Sinais / Signals Mira Schendel

17 JANEIRO À 22 ABRIL / 2018

Divulgação - MAM SP

Sinais/Signals apresenta uma extensa seleção de trabalhos de Mira Schendel (1919-1988) dos quais emergem os elementos que tanto caracterizam a natureza singular da obra gráfica da artista: linhas, palavras, letras, rabiscos, traços, números, frases e muito mais. Sem ser um resumo ou retrospectiva, esta exposição pretende reunir uma vasta região da obra em que se manifestam tais aparições, especialmente os trabalhos que Mira chamou de MonotipiasToquinhos e Objetos gráficos, séries nas quais ela explora a presença de um sinal gráfico inesperado, imprevisível, único. Sinais que surgem da superfície discreta, que pode ser tanto o papel-arroz quanto o acrílico, e subitamente irrompem como manifestações de uma pura presença, casual ou impositiva, vaga ou agressiva, evanescente ou contundente, pulsar gráfico sem começo ou fim.
Mira encontrou, sobretudo no espaço retangular do papel-arroz das Monotipias, um lugar privilegiado ao qual se voltou milhares de vezes para aí imprimir inúmeros e variados sinais. Sinais/Signals busca apresentar, senão tentar desvelar, por meio de um conjunto expressivo de trabalhos, a extensão provável desse procedimento único, bem como a sua frequência, intensidade, valor, peso etc., como uma manifestação ao mesmo tempo casual, hermética, simples, sofisticada, única e repetitiva, na qual cada uma dessas oposições aparentemente contraditórias emergem continuamente em constante e delicada suspensão. Contradições que o trabalho dissolve no longo percurso de seu próprio processo e resultado, que, a rigor, não teria fim – assim como também é difícil estabelecer um começo. Toda essa extensão alcançada com os mais simples meios gráficos (pode existir algo mais simples que uma linha, um ponto ou uma letra?) constitui uma estrutura sígnica variável, aberta, inconstante, flexível, em contínua e infinita expansão; algo que poderia se chamar “tabela periódica dos sinais de Mira Schendel”.
Ao reunir o presente conjunto de obras, que Mira incessantemente produziu durante décadas, esta exposição busca seguir de trabalho em trabalho a inquieta multiplicidade desses sinais e se aproximar da totalidade do espírito poético que manifestam.
Paulo Venancio Filho


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Oito décadas de abstração informal

17 JANEIRO À 22 ABRIL / 2018
Divulgação - MAM SP

O advento da fotografia propiciou agilidade e precisão à documentação de lugares, eventos e pessoas; consequência direta foi a conquista de maior autonomia dos artistas no aprofundamento de questões plásticas. Um desdobramento desse processo foi o afastamento do mundo natural como referência e um mergulho nas cores, pinceladas, formas e aspectos essenciais das estruturas dos objetos.
No Brasil do final dos anos 1940, surgem os primeiros trabalhos de arte abstrata. A eles se opuseram, em prol da arte figurativa, pintores e críticos estabelecidos que, além de desapreço estético, denunciavam-lhes falta de brasilidade e afastamento da geografia e da sociedade locais.
Os artistas abstratos no Brasil estiveram, inicialmente, aliados contra o figurativismo, mas, após minimamente estabelecidos, subdividiram-se em duas linhas: a abstração informal e a abstração geométrica.
A abstração informal caracteriza-se pela expressão de gestos do artista, seja com os materiais da pintura ou da escultura; como resultado, o estilo de cada artista torna-se muito singular. A abstração geométrica, por outro lado, parte de princípios universais da matemática e da geometria, criando o que seria percebido como uma identidade mais coletiva.
Os artistas que praticaram a abstração informal no Brasil não constituíram grupos permanentes, pois a singularidade do estilo de cada qual se impunha sobre princípios gerais. Assim, não há uma escola da abstração informal, ao contrário da geométrica, que levou à formação de grupos como o Ruptura, o Frente e o Neoconcreto. Da mesma forma, nas décadas de 1950 e 1960, foram muito poucos os críticos de arte que, como Sérgio Milliet e Antônio Bento, representassem os artistas informais, embora houvesse aqueles que defendessem a abstração geométrica e acusassem a abstração informal de excessivo subjetivismo.
Entretanto, a abstração informal semeou no Brasil um extenso campo de arte gestual e da exploração da matéria da obra de arte. Ao reunirmos duas das coleções mais importantes do Brasil, a do Museu de Arte Moderna de São Paulo e a do Instituto Casa Roberto Marinho, exibimos a permanência e a potência da abstração informal ao longo das últimas oito décadas. Os trabalhos expostos testemunham a coerência dos artistas e de seus estilos singulares, a radicalidade na exploração da matéria artística e o lirismo visual de suas composições.
Esta exposição marca o início da parceria entre o MAM e o Instituto Casa Roberto Marinho, do Rio de Janeiro, que estará aberto ao público a partir de março de 2018. Convidamos você a se reencontrar com oito décadas de nossa abstração informal.
Felipe Chaimovich e Lauro Cavalcanti

 

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Projeto Parede | Corpo Parede

17 JANEIRO À 22 ABRIL / 2018

Divulgação - MAM SP


 Corpo Parede /


Corpo estático e imobilidade solene.

“Aqui, neste mundo, tudo cai. Quando se anda, se cai de um pé para outro.”
Paul Virilio

CORPO PAREDE coloca o corpo humano em contato direto com a parede do museu valendo-se da presença de estruturas de madeira organizadas seguindo um desenho predefinido. O público é convidado a se apoiar nessas estruturas e experimentar as possibilidades de posições sugeridas por cada conjunto.
O desenho das estruturas de madeira se vale do interesse pelo ritmo da linha dos movimentos do corpo. A linha representa fluidez e oferece limites que não respondem a critérios de precisão mas obedecem a um desenho espacial associado a frontalidade e à própria condição do espaço do corredor do MAM.

“Here in this world everything falls. When somebody walks, they fall from one foot into the other.”
Paul Virilio

WALL BODY connects the human body directly to the museum’s wall by means of wood structures organized according to a previous design. The public is invited to lean on these structures and to experience the possibilities of the positions suggested by each set.
The design of the wood structures is based upon the rhythm of the line of the body movements. The line represents fluidity, and it offers limits that do not respond to criteria of precision, but rather to a spacial drawing associated with the frontal position and with the configuration of this very corridor.

Ana Mazzei

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Local: MAM - Museu de Arte Moderna de São Paulo 
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Parque Ibirapuera, próximo aos portões 2 e 3.
Horários: Terça a domingo, das 10h às 17h30 (com permanência até às 18h)
Tel: (11) 5085-1300
Ingresso: R$ 7. Gratuito aos sábados.
Agendamento gratuito de grupo: 5085-1313 | educativo@mam.org.br


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viva a arte!

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