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EXPOSIÇÃO VÍDEOS DO ACERSO - OLINDA TUPINAMBÁ: IBIRAPEMA

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  EXPOSIÇÃO - OLINDA TUPINAMBÁ: IBIRAPEMA A Sala de Vídeo do edifício Pina Luz exibe o trabalho  Ibirapema  (2022), da artista indígena Olinda Tupinambá (Pau Brasil, BA, 1989). A primeira imagem do filme abre-se como um rito. O litoral não é paisagem: é memória em estado de movimento. Artista indígena dos povos Tupinambá e Pataxó Hã-hã-hãe, Olinda constrói uma prática que não separa tempo, nem linguagem, nem território. Sua obra se move entre ancestralidade e contemporaneidade, como quem recusa fronteiras impostas. Ao entrelaçar jornalismo, documentário, cinema e animação cultural, ela cria fissuras no discurso dominante e faz emergir saberes originários como forças vivas – não como passado, mas como continuidade. Sua produção não pede espaço; ela o reivindica, o tensiona e o reinventa. Em  Ibirapema , Olinda não representa, mas atravessa. Transmuta-se em onça, corpo em passagem, corpo em potência, para habitar encontros que desorganizam certe...

EXPOSIÇÃO – PAULO PEDRO LEAL: TRÁGICO SUBÚRBIO

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  EXPOSIÇÃO – PAULO PEDRO LEAL: TRÁGICO SUBÚRBIO A primeira exposição institucional de Paulo Pedro Leal (1894 – 1968), pintor brasileiro autodidata, apresenta a obra deste artista que se dedicou à representação de cenas de guerras e conflitos sociais, de ritos da umbanda e paisagens rurais, e cuja vida reflete diversos aspectos da modernidade no país. A mostra reúne mais de 50 pinturas realizadas entre as décadas de 1950 e 1960, em conjunto de trabalhos que demonstram o interesse de Leal pelas contradições que estruturaram o processo de modernização do Rio de Janeiro. Paulo Pedro Leal passou anos vendendo suas obras no Passeio Público, no centro do Rio de Janeiro. O artista se identificava como “pintor espiritual” e viveu às margens do circuito institucional da arte brasileira do século 20, até que em 1953 o marchand e galerista Jean Boghici passou a comercializar seus trabalhos. Sua produção artística inclui pintura histórica, paisagem,  natureza-morta, cenas de macumba e...

EXPOSIÇÃO - ALICE YURA: UM ATO FOTOGRÁFICO

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EXPOSIÇÃO - ALICE YURA: UM ATO FOTOGRÁFICO Divulgação Pina Contemporânea A Pina Contemporânea traz a mostra individual da artista Alice Yura: um ato fotográfico a partir do dia 11 de abril de 2026. A exposição toma a fotografia como meio e campo expandido, articulando ensaios visuais recentes de Yura a um robusto conjunto documental herdado por ela, o que a permite desdobrar investigações em torno da memória, da autobiografia e da cultura visual. A partir do entendimento de que a fotografia parte da pluralidade, a mostra é estruturada a partir de dois ensaios de Yura. Neles, o corpo da artista apresenta-se como ponto de encontro entre seus dois núcleos familiares. A partir deles, Alice Yura explora temas como ancestralidade, imigração e papéis de gênero. “Um ato fotográfico” também se estende em um espaço de ativação: um estúdio fotográfico, instalado no centro do espaço expositivo, convida o público a posar e produzir imagens. Ao longo do primeiro mês em cartaz, Alice Yura coman...

EXPOSIÇÃO: FABULAÇÕES DE GILVAN SAMICO

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  EXPOSIÇÃO: FABULAÇÕES DE GILVAN SAMICO Divulgação - MAC USP O pernambucano Gilvan Samico (1928–2013) é reconhecido como um dos grandes mestres da gravura brasileira do século XX. Sua trajetória esteve profundamente ligada ao resgate da cultura popular de seu estado natal, seja como um dos fundadores do Atelier Coletivo, seja pela proximidade com o escritor e dramaturgo Ariano Suassuna (1927–2014), criador do Movimento Armorial no Recife. Antes disso, ainda nos anos 1950, Samico realizou importantes incursões entre São Paulo e Rio de Janeiro, estabelecendo diálogos decisivos com artistas como Lívio Abramo (1903–1992) e Oswaldo Goeldi (1895–1961), além de um círculo de intelectuais que, assim como Suassuna, o aproximaram de referências eruditas nacionais e internacionais. Sua obra se consolidou, assim, como uma síntese singular entre o erudito e o popular . Apesar da ampla visibilidade e da presença em acervos e exposições no Brasil e no exterior, ainda há muito a ser pesquisado ...

Juçara Marçal apresenta espetáculo inspirado na obra de Agnès Varda

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  Juçara Marçal apresenta espetáculo inspirado na obra de Agnès Varda Foto Divulgação - IMS Nos dias 7 e 8 de abril (terça e quarta), às 19h30, o IMS Paulista promove um espetáculo que combina cinema, fotografia e música a partir da obra da cineasta Agnès Varda. A cantora e compositora Juçara Marçal conduz a apresentação, no cinema do centro cultural, ao lado dos músicos Kiko Dinucci e Juliana Perdigão. Com entrada gratuita, o espetáculo inclui a exibição dos curtas  A Ópera-Mouff e (1958) e  Os Panteras Negras  (1968), seguida de intervenções musicais que dialogam com as imagens e os temas dos filmes. No repertório, Juçara interpreta canções de artistas como Brigitte Fontaine e Toto Bissainthe, além de composições próprias e de autores brasileiros. A apresentação também incorpora a projeção de fotografias de trabalhos de Varda, como  Saudações, cubanos!  (1963) e  La Pointe-Courte  (1954), criando conexões entre o un...

Exposição “Olhar Negro, Negro Olhar” que celebra a fotografia negra da Bahia

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  Exposição “Olhar Negro, Negro Olhar” que celebra a fotografia negra da Bahia Foto: Divulgação - Exposição “Olhar Negro, Negro Olhar” A exposição “ Olhar Negro, Negro Olhar — Antologia da Fotografia Negra da Bahia ”, que apresenta um panorama sensível e poético da fotografia produzida no estado. Com a curadoria de Bené Fonteles e organização e pesquisa de Marcelo Reis, a mostra reúne nomes consagrados e novos talentos que retratam a riqueza cultural e espiritual da Bahia por meio do olhar sobre a negritude. Após passar por Brasília, a exposição chega à capital paulista com mais de 90 fotografias de 23 artistas visuais, entre eles Pierre Verger, Mário Cravo Neto, Miguel Rio Branco, Christian Cravo, Ayrson Heráclito, Adenor Gondim e Zélia Gattai. O conjunto propõe um diálogo entre gerações e perspectivas distintas de fotógrafos profundamente ligados às tradições afro-brasileiras a outros que, mesmo de fora desse universo, dedicaram suas lentes à presença negra na formação cul...

EXPOSIÇÃO: Pluralidades insulares: arte latino-americana e caribenha no acervo do BID

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  EXPOSIÇÃO: Pluralidades insulares: arte latino-americana e caribenha no acervo do BID Kika Carvalho | Sem título | 2021| Brasil Entre 18 de março e 5 de julho, a Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp (CCF) recebe a exposição  Pluralidades insulares: arte latino-americana e caribenha no acervo do BID . É a primeira vez que a coleção do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) é reunida fora de sua sede, em Washington, nos Estados Unidos. São 157 obrasdos 26 países mutuários do BID. E nomes consagrados, como Tomie Ohtake (Brasil), Olga de Amaral (Colômbia), Benito Quinquela Martín (Argentina), Diego Rivera (México) e Fernando de Szyszlo (Peru). Também está presente uma geração mais jovem de artistas que conquistou reconhecimento internacional mais recentemente, como Kika Carvalho (Brasil), Ad Minoliti (Argentina), Rember Yahuarcani (Peru), Claudia Casarino (Paraguai) e Sheena Rose (Barbados)., com...