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EXPOSIÇÃO: O (TEMPO), DE WALTERCIO CALDAS

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  EXPOSIÇÃO : o (tempo), de Waltercio Caldas FOTO DIVULGAÇÃO - INSTITUTO CASA ROBERTO MARINHO wALTERCIO cALDAS - eSPELHO PARA VELÁZQUEZ,2000 A exposição “o (tempo)” coincide com os 80 anos do artista. Não se trata, contudo, de uma retrospectiva celebratória nem de um alinhamento cronológico de sua produção: aqui o tempo é fluido e as 108 obras, concebidas em diversos momentos de sua trajetória, estão distribuídas, por afinidades visuais, em todos os espaços da Casa. Propicia-se ao espectador navegar através dessa universal, inconsútil e irrevogável medida temporal. Não apenas o tempo presente, mas aquele referido por T.S. Elliot em "Burnt Norton": O tempo presente e o tempo passado Estão ambos talvez presentes no tempo futuro E o tempo futuro contido no tempo passado Se todo tempo é eternamente presente Todo tempo é irreversível. Em 1959 o neoconcreto acrescentou à lógica do concretismo um experimentalismo que singularizou e universalizou a arte construtiva b...

EXPOSIÇÃO: ZUMVÍ ARQUIVO AFRO FOTOGRÁFICO

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  EXPOSIÇÃO : Zumví Arquivo Afro Fotográfico Modelos Paulo Henrique e Miguel Oliveira, Salvador, BA, 1994. Foto de Lázaro Roberto (Salvador, BA, 1958 – Vive em Salvador, BA) / Zumví Arquivo Afro Fotográfico. Está em cartaz, no IMS Paulista - São Paulo/SP - Brasil, a exposição  Zumví Arquivo Afro Fotográfico , que traça um panorama do arquivo fundado em Salvador em 1990, por Lázaro Roberto, Aldemar Marques e Raimundo Monteiro. Na mostra, são exibidas cerca de 400 imagens, em dois andares de exposição, que registram temas como a atuação do movimento negro unificado, os blocos afro e afoxés e as festas populares, entre outros. Com curadoria de Hélio Menezes e assistência curatorial de Ariana Nuala, a mostra reforça o papel central do Zumví, tanto na produção e circulação de imagens quanto na preservação da história da população negra da Bahia, unindo fotografia e política. Pesquisa: Sidnei Luciano Gouveia Foto divulgação (abril/2026): Lázaro Roberto - IMS - Instituto Moreira...

EXPOSIÇÃO: ATLÂNTICO SERTÃO

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 EXPOSIÇÃO: ATLÂNTICO SERTÃO  S/ Título, da série Travessia de retorno, 2022. Márvila Araújo. Foto divulgação   O Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB SP) desde o dia 15 de abril, traz a exposição inédita Atlântico Sertão. São mais de 70 artistas, de diferentes regiões, para apresentar o sertão como um território ampliado de resistência. O projeto ocupa todos os andares do edifício com pinturas, esculturas, fotografias e instalações que, sob uma perspectiva decolonial, transforma a arte em memória e afirmação. A mostra articula os conceitos simbólicos de “Atlântico” e “Sertão” em uma narrativa critica sobre espaços historicamente marcados por violência e exclusão, reconfigurando-os como um campo de criação e defesa de direitos humanos.   “O sertão é um território simbólico no qual diferentes experiências históricas se cruzam e onde a arte pode revelar diferentes narrativas sobre o país”, explica Ariana Nuala, que assina a curadoria ao la...

Brasil na Biennale Arte 2026

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  Brasil na Biennale Arte 2026 Adriana Varejão,  Anjo encarnado  [Incarnate Angel], 2025, óleo e gesso sobre tela © Adriana Varejão. Foto: Vicente de Mello O Brasil estará na 61ª Exposição Internacional de Arte – La Biennale di Venezia com o projeto: Comigo ninguém pode, com curadoria de Diane Lima, realização da Fundação Bienal de São Paulo em parceria com os Ministérios da Cultura e das Relações Exteriores, e oferecimento da Petrobras. A exposição reúne as artistas Rosana Paulino e Adriana Varejão, que ocuparão o pavilhão a partir de maio de 2026, com expografia concebida por Daniela Thomas para tensionar a arquitetura moderna do edifício. Inspirada na planta que simboliza proteção e resiliência, a mostra propõe uma reflexão sobre as relações entre natureza, história e espiritualidade, aprofundando temas como a ruptura da linearidade do tempo e a reescrita das narrativas coloniais. O projeto coloca em diálogo obras de mais de três décadas das artistas, além de novos tr...

EXPOSIÇÃO VÍDEOS DO ACERSO - OLINDA TUPINAMBÁ: IBIRAPEMA

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  EXPOSIÇÃO - OLINDA TUPINAMBÁ: IBIRAPEMA A Sala de Vídeo do edifício Pina Luz exibe o trabalho  Ibirapema  (2022), da artista indígena Olinda Tupinambá (Pau Brasil, BA, 1989). A primeira imagem do filme abre-se como um rito. O litoral não é paisagem: é memória em estado de movimento. Artista indígena dos povos Tupinambá e Pataxó Hã-hã-hãe, Olinda constrói uma prática que não separa tempo, nem linguagem, nem território. Sua obra se move entre ancestralidade e contemporaneidade, como quem recusa fronteiras impostas. Ao entrelaçar jornalismo, documentário, cinema e animação cultural, ela cria fissuras no discurso dominante e faz emergir saberes originários como forças vivas – não como passado, mas como continuidade. Sua produção não pede espaço; ela o reivindica, o tensiona e o reinventa. Em  Ibirapema , Olinda não representa, mas atravessa. Transmuta-se em onça, corpo em passagem, corpo em potência, para habitar encontros que desorganizam certe...

EXPOSIÇÃO – PAULO PEDRO LEAL: TRÁGICO SUBÚRBIO

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  EXPOSIÇÃO – PAULO PEDRO LEAL: TRÁGICO SUBÚRBIO A primeira exposição institucional de Paulo Pedro Leal (1894 – 1968), pintor brasileiro autodidata, apresenta a obra deste artista que se dedicou à representação de cenas de guerras e conflitos sociais, de ritos da umbanda e paisagens rurais, e cuja vida reflete diversos aspectos da modernidade no país. A mostra reúne mais de 50 pinturas realizadas entre as décadas de 1950 e 1960, em conjunto de trabalhos que demonstram o interesse de Leal pelas contradições que estruturaram o processo de modernização do Rio de Janeiro. Paulo Pedro Leal passou anos vendendo suas obras no Passeio Público, no centro do Rio de Janeiro. O artista se identificava como “pintor espiritual” e viveu às margens do circuito institucional da arte brasileira do século 20, até que em 1953 o marchand e galerista Jean Boghici passou a comercializar seus trabalhos. Sua produção artística inclui pintura histórica, paisagem,  natureza-morta, cenas de macumba e...

EXPOSIÇÃO - ALICE YURA: UM ATO FOTOGRÁFICO

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EXPOSIÇÃO - ALICE YURA: UM ATO FOTOGRÁFICO Divulgação Pina Contemporânea A Pina Contemporânea traz a mostra individual da artista Alice Yura: um ato fotográfico a partir do dia 11 de abril de 2026. A exposição toma a fotografia como meio e campo expandido, articulando ensaios visuais recentes de Yura a um robusto conjunto documental herdado por ela, o que a permite desdobrar investigações em torno da memória, da autobiografia e da cultura visual. A partir do entendimento de que a fotografia parte da pluralidade, a mostra é estruturada a partir de dois ensaios de Yura. Neles, o corpo da artista apresenta-se como ponto de encontro entre seus dois núcleos familiares. A partir deles, Alice Yura explora temas como ancestralidade, imigração e papéis de gênero. “Um ato fotográfico” também se estende em um espaço de ativação: um estúdio fotográfico, instalado no centro do espaço expositivo, convida o público a posar e produzir imagens. Ao longo do primeiro mês em cartaz, Alice Yura coman...