A CAIXA CULTURAL SÃO PAULO TRAZ O PROJETO "ERRÁTICA TOM ZÉ"
"ERRÁTICA TOM ZÉ"
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| Divulgação - Centro Cultural Caixa |
Série de espetáculos de
poesia homenageia a obra do artista, de 16 a 18 de março
A CAIXA Cultural São Paulo apresenta, de 16 a 18 de março, o
projeto “Errática Tom Zé”, que inclui roda de leituras e performances musicais
em homenagem ao cantor e compositor baiano. Músicos, poetas e artistas como
Lenora de Barros, Zé Miguel Wisnik, Lica Cecato, Cid Campos, Inayara Iná, Caco
Pontes, Iara Rennó e Daniel Minchoni participam de série de apresentações que
reverenciam a obra e o processo criativo de Tom Zé.
Criada
pelo poeta e designer gráfico André Vallias, em 2004, a Errática é uma sofisticada
revista de poesia concebida para o meio digital. Para criá-la, Vallias se
inspirou tanto na dinâmica dos blogs, que haviam se popularizado naquele início
dos anos 2000, como nas revistas de poesia experimental da década de 1970. O
projeto "Errática Tom Zé" trabalha a multiplicidade de linguagens,
assim como a revista que lhe serviu de inspiração.
“Em
2008, o poeta Eucanaã Ferraz e eu tivemos a ideia de levar o conceito da
revista digital para o palco, e concebemos uma série de espetáculos de poesia que
foi realizada no Rio de Janeiro e em São Paulo. Participaram poetas e artistas
os mais variados: Adriana Calcanhotto, Armando Freitas Filho, Elke Maravilha,
Antonio Cicero, Jorge Mautner, Arnaldo Antunes, Numa Ciro, entre outros. Chamei
de ‘espetáculos de poesia expandida’ porque as apresentações incluem
performance, vídeo-animações, música, palavra falada e palavra cantada, uma
mistura de linguagens bem no espírito da obra de Tom Zé”, explica Vallias.
O
evento dialoga com a exposição "Tom Zé 80 Anos" que fica em cartaz na
CAIXA Cultural São Paulo de 14 de março a 20 de maio.
Sobre os artistas:
Tom
Zé (Antonio
José Santana Martins) nasceu em Irará, Bahia, em 11 de outubro de 1936. É
compositor, cantor, performer, arranjador e escritor. Seus discos mais recentes
são: “Sem você não A”, “Canções Eróticas de Ninar”, “Vira Lata na Via Láctea”,
“Tropicália Lixo Lógico”, “O Pirulito da Ciência”, “Estudando a Bossa” e
“Danç-Êh-Sá”. Em 2003, publicou o livro “Tropicalista Lenta Luta”, reunindo
relato autobiográfico, reflexões sobre música, seleta de textos publicados e
canções.
Lenora
de Barros é
poeta e artista visual. Seu trabalho se desenvolve a partir de diversas
linguagens, como o vídeo, a performance poética, a fotografia e a instalação.
Em 1998, participou da 24ª Bienal Internacional de São Paulo ao lado de Arnaldo
Antunes e Walter Silveira, com a instalação “A Contribuição Multimilionária de
Todos os Erros”. Entre os trabalhos recentes, destacam-se: “ISSOÉOSSODISSO”,
Paço das Artes/Oficina Cultural Oswald de Andrade, 2016, “Umas e Outras”, Pivô,
São Paulo, 2014. Sua obra faz parte de coleções públicas como Daros
Latinoamerica, Zurique, Suíça, Museu dÁrti Conteporani de Barcelona MACBA e MAM
São Paulo-SP.
Zé
Miguel Wisnik é músico, livre docente em literatura brasileira pela USP e
ensaísta. Entre suas principais publicações estão “O som e o sentido –
uma outra história das músicas”, “Sem Receita – ensaios e canções”, “Livro de
Partituras”, “Veneno remédio – o futebol e o Brasil” e “Machado maxixe – o caso
Pestana”. Em 1996 criou com Tom Zé a música do espetáculo de dança “Parabelo”
do Grupo Corpo, lançado em disco em 1997. Além desse, gravou os CDs: “Ná e Zé”,
“São Paulo e Rio”, “Pérolas aos poucos” e “Zé Miguel Wisnik”.
Lica
Cecato é
cantora, instrumentista, performer, compositora e artista plástica. Com André
Vallias, realizou o espetáculo de poesia multimídia “Sybabelia”, no qual toca
um dos mais antigos instrumentos eletrônicos, aquele inventado em 1928 pelo
engenheiro russo Léon Theremin e batizado com seu sobrenome.
Cid
Campos é
músico, compositor e produtor musical. Filho do poeta Augusto de Campos,
realiza espetáculos que combinam música e poesia. Ao longo de sua carreira,
participou de discos e shows de Walter Franco, Tom Zé, Péricles Cavalcanti e
Adriana Calcanhotto, entre outros. Seus CDs mais recentes: “Emily”, “O Inferno
em Wall Street / Poetas em movimento” e “Nem.
Inayara
Iná é
artista de narrativas poéticas, artesã mamulungueira, atriz e pesquisadora da
cultura oral e mitos afro-ameríndios. Integrou a banda dramatúrgica “O Encanta
Realejo”. Participou dos espetáculos: “O Encanta Realejo”, “Eu Não Minto eu
Mito”, “Só Eles o Sabem”, “Os Sonhos de Einstein”, “O Preceptor” e “Inútil
Canto e Inútil Pranto para Anjos Caídos”.
Caco
Pontes é
poeta e multiartista. Desenvolve atividades interdisciplinares como escritor,
performer, editor, arte-educador e produtor cultural. Publicou “O incrível
acordo entre o silêncio & o alter ego” (Annablume/2008),
“Sensacionalíssimo”, (Kazuá/2013), “Sociedade Vertical” (Hedra/2014) e foi
co-autor de “Varal de Poemas” (Paralelo Sur Editorial/2010), antologia bilíngue
publicada a partir da iniciativa de pesquisadores de literatura brasileira
contemporânea residentes em Barcelona.
Iara
Rennó é
cantora, instrumentista, produtora musical, performer, atriz, poeta e
compositora. Tem hoje 86 músicas gravadas e lançadas em álbuns seus ou de
terceiros, entre os quais Elza Soares, Ney Matogrosso, Gaby Amarantos, Jaloo.
Em 2017 lançou o primeiro mini-doc sobre seu trabalho, “Afiando a Flecha”. Em
junho de 2016 lançou os álbuns gêmeos “ARCO” e “FLECHA” (ybmusic/ Selo Circus),
o segundo produzido em parceria com Curumin.
Daniel
Minchoni é
poeta. Participa do projeto Poesia Esporte Clube e selo Jovens Escribas (RN).
Em São Paulo é fundador do Sarau do Burro, coletivo que gerou desdobramentos
como Selo do Burro, Burruído, Nolombo e Nolombinho. Organiza o Cabaret Revoltaire,
Menor Slam do Mundo, Rachão Poético, Slam do Corpo e Phala'cia, núcleo
permanente de pesquisa em performance e fala poética. É autor dos livros
“Escolha o título’”, “iapois poisia”, “Ouvivendo”, ‘”Carnevais”, “Nos be gods
de olavo”, “Ex-porro, poema sugo” e “Rosário de boatos ou trancelim de outros”.
André
Vallias é
poeta,
designer gráfico e produtor de mídia interativa. Foi organizador e co-curador
das exposições: “Poiesis – poema entre pixel e programa” (com Friedrich Block e
Adolfo Montejo Navas), “Erthos Albino de Souza” (com Augusto de Campos),
“Gil70” (com Frederico Coelho), Stefan Zweig escritor de cartas (com Alberto
Dines), entre outras. Publicou: “Heine, hein? – poeta dos contrário”, “Totem” e
“Oratorio – Encantação pelo Rio”. É editor da revista online Errática: www.erratica.com.br
SERVIÇO:
Errática Tom Zé
Local: CAIXA Cultural São Paulo
Endereço: Praça da Sé, 111 – Centro, São Paulo
Data: 16 a 18 de março
Hora: 19h15 (sexta a domingo)
Duração: 90 minutos
16 de março:Tom Zé, Leonora de
Barros e Zé Miguel Wisnik
17 de março: Lica Cecato, Cid Campos
e Inayara Iná
18 de março: Caco Pontes, Iara Rennó
e Daniel Minchoni
Informações: (11) 3321-4400
Classificação indicativa: livre
Entrada franca
Acesso para pessoas com deficiência
Informações
à Imprensa:
Assessoria de imprensa – ‘Errática Tom Zé’
Colateral Comunicação
Atendimento: Clayton Jeronimo
(11) 2659-7778 / (11) 9.9996-9185
Assessoria de Imprensa - CAIXA Cultural São Paulo
Tel: (11) 3321-4400/ 3549-6001
VIVA A ARTE!

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