EXPOSIÇÃO: Marlene Barros: Tecitura do Feminino
EXPOSIÇÃO: Marlene Barros: Tecitura do Feminino
Entre os
dias 04 de março e 1º de junho, o CCBB BH recebe a
exposição “Marlene Barros: Tecitura
do Feminino”, com obras em escultura, crochê e bordado da
artista maranhense Marlene Barros, propondo uma reflexão sobre o
corpo feminino, a desvalorização histórica das mulheres e a invisibilização de
seus fazeres no campo da arte. Com curadoria de Betânia Pinheiro, a
mostra transforma o gesto íntimo do costurar em narrativa pública de
resistência, pertencimento e reinvenção, transformando agulha e linha em instrumentos
de denúncia, memória e elaboração simbólica.
A exposição
conta com instalações como “Eu tenho a tua cara”, com 49 rostos de
mulheres que trocam olhos e bocas costurados, tensionando identidade
e alteridade; “Caixa Preta”, que constrói um autorretrato expandido a
partir de fotografias, intervenções têxteis e escritos; “Coso porque está
roto”, que apresenta um casaco cujo avesso revela órgãos bordados que
simbolizam sentimentos e acionam a ideia de reparo; “Entre nós”,
que mergulha em objetos de crochê para problematizar tarefas naturalizadas
no âmbito doméstico; e “Quem pariu, que embale”, que questiona a
atribuição quase exclusiva do cuidado dos filhos às mulheres. A
montagem do percurso expositivo, coordenada por Fábio Nunes, com produção
executiva de Júlia Martins, propõe uma trajetória não cronológica,
permitindo que o público construa sua própria experiência entre matéria, gesto
e memória.
Com mais de
quatro décadas de atuação, Marlene Barros consolidou-se como referência no
cenário artístico maranhense, articulando produção, formação e redes culturais
por meio do Ateliê Marlene Barros e do Ponto de Cultura Coletivo ZBM. A
exposição tem origem em pesquisa desenvolvida durante seu mestrado em Arte
Contemporânea na Universidade de Aveiro, quando propôs costurar simbolicamente
uma casa em ruínas no campus Santiago, em Portugal, em um gesto de remendar
fissuras do tempo. A casa, convertida em metáfora do corpo, permitiu expandir a
reflexão para o universo feminino em suas dimensões sociais, políticas e
afetivas, compreendendo a tecelagem como metáfora dos vínculos, da memória e do
fluxo da vida.
Pesquisa: Sidnei Luciano Gouveia
Fotos da visita (março/2026): Sidnei Lugouv
Fonte: CCBB BH - Centro Cultural do Banco do Brasil
📍
Endereço: Praça da Liberdade,450, Belo Horizonte – MG, Brasil
📞
Contato: +55 (31) 3431-9400
🔗
https://ccbb.com.br/belo-horizonte/

















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