EXPOSIÇÃO: BONECOS GIRAMUNDO
EXPOSIÇÃO: BONECOS GIRAMUNDO
O Giramundo –
uma das mais atuantes companhias de teatro de bonecos do Brasil – e
a Fundação Clóvis Salgado celebram 55 anos de história com
a Ocupação Giramundo, no Palácio das Artes. A programação reúne uma
exposição inédita de bonecos, atividades educativas, mostra de cinema,
espetáculo e visitas guiadas. Intitulada “Bonecos Giramundo”, a exposição
poderá ser conferida de 11 de outubro de 2025 a 22 de fevereiro de
2026, na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard. A mostra apresenta
cerca de 600 peças — entre bonecos, máscaras, objetos de cena e elementos
cenográficos — que marcaram a trajetória do grupo no teatro, no cinema de
animação e na televisão. A programação inclui também a apresentação
de “Alice no País das Maravilhas”, no dia 12 de outubro,
no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, em celebração ao Dia das
Crianças. A exposição tem entrada gratuita. Já os ingressos para a peça
custam a partir de R$40,00 a inteira e R$20,00 a meia-entrada, e já estão
à venda na plataforma Eventim e na bilheteria do Palácio das Artes.
Fundado em
1970, o Giramundo surgiu a partir da iniciativa dos artistas plásticos Álvaro
Apocalypse, Tereza Veloso e Madu. O coletivo mineiro é conhecido no teatro de
bonecos pela qualidade de suas produções e pelo nível de experimentação que
seus artistas trazem à cena. Ao longo de 55 anos, já estrelaram mais de 40
espetáculos, utilizando bonecos que podem ser manuseados de diferentes formas —
por meio de fios, varas, luvas ou até vestidos. Suas produções perpassam temas
variados, com destaque para a cultura brasileira (autores, personagens,
história e etnias formadoras), clássicos da literatura mundial (com títulos
como “Pinóquio”, “Alice no País das Maravilhas”, “Vinte Mil Léguas Submarinas”)
e música erudita (com adaptações de obras de Mozart, Prokofiev, Carlos Gomes,
Saint-Saëns e Manuel de Falla). Atualmente, dirigido por Bia Apocalypse, Marcos
Malafaia e Ulisses Tavares, o grupo amplia as suas atividades, passando dos
palcos para um núcleo multimídia, em que o teatro e o cinema de animação se
juntam.
A exposição
“Bonecos Giramundo” e o espetáculo “Alice no País das Maravilhas” são
realizados pelo Ministério
da Cultura, Governo de
Minas Gerais, Secretaria
de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Grupo Giramundo e Fundação Clóvis Salgado. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm
a Cemig como
mantenedora, Patrocínio Master do Instituto
Cultural Vale e Grupo Fredizak, Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH e da ArcelorMittal, Patrocínio da Vivo e
correalização da APPA – Cultura & Patrimônio. O Palácio das Artes integra o Circuito Liberdade,
que reúne 35 equipamentos com as mais variadas formas de manifestação de arte e
cultura em transversalidade com o turismo. A ação é viabilizada por meio da Lei
Federal de Incentivo à Cultura. Vale-Cultura. Governo do Brasil, do lado do
povo brasileiro.
Mais de 50
décadas de história — Na mostra, o público terá acesso a uma retrospectiva
abrangente da obra de Álvaro Apocalypse, considerado o maior criador do teatro
de bonecos brasileiro, por meio de peças originais de 25 montagens realizadas
entre 1970 e 2003. A exposição também apresenta a produção contemporânea do
Giramundo, com bonecos de 15 espetáculos recentes e coproduções para televisão,
dirigidas por Bia Apocalypse, Marcos Malafaia e Ulisses Tavares. A curadoria é
organizada em três grandes eixos: “Coleção Álvaro Apocalypse”, “Coleção
Giramundo Século XXI” e “Cine Giramundo”. A proposta oferece, ainda, uma seção
educativa na PQNA Galeria Pedro Moraleida, conectada à exposição principal.
Nela, são detalhados, passo a passo, os processos de construção dos tipos mais
conhecidos de bonecos, acompanhados de esquemas que analisam seus componentes —
numa verdadeira “anatomia das marionetes”.
A “Coleção
Álvaro Apocalypse” é apresentada em quatro períodos: Anos 1970 – Período Lagoa
Santa (1971-1976); Anos 1980 – Período Clássico UFMG (1979-1988); Anos 1990 –
Período UFMG Tardio (1990-1999); e Anos 2000 (2000-2003). Já a seção “Giramundo
Século XXI” inclui as coleções: Trilogia Giramundo Teatro e Cinema, Mitologias,
TV Giramundo, Miniteatro Ecológico e Bonecos Gigantes. A exposição também
destaca a produção de figurinos, além das animações e documentários
audiovisuais reunidos no “Cine Giramundo”.
Segundo Marcos
Malafaia, um dos diretores do grupo e curador da exposição, a mostra se
distingue de outras similares por apresentar, pela primeira vez, de forma
abrangente, as duas fases do Giramundo: o período Álvaro Apocalypse (1971–2003)
e o período pós-Apocalypse (2005–2025). “O conceito curatorial parte da ideia
de permanente mutação e experimentação, que orienta todo o processo criativo do
Giramundo. Essa noção de transformação contínua é o fio condutor que conecta os
diferentes setores da mostra — coleções de bonecos, espetáculo, figurinos,
cenografia e filmes —, revelando como o grupo se reinventa ao longo do tempo
sem perder suas características essenciais, sempre derivadas do desenho e do
planejamento gráfico”, afirma.
Patrimônios
mineiros — A exposição é uma realização da Fundação Clóvis Salgado, por
meio da Gerência de Artes Visuais, em parceria com o Giramundo, reunindo a
maior coleção de bonecos do Brasil. Mais do que uma exibição do acervo, a
mostra, em consonância com o compromisso institucional da FCS, assume também a
tarefa de inventariar e restaurar o acervo do grupo, protegendo uma coleção
singular — verdadeiro patrimônio de Minas Gerais. A exposição integra ainda a
“Ocupação Giramundo”, um projeto mais amplo que reúne apresentação teatral,
mostra de cinema, atividades educativas e visitas guiadas — uma programação
articulada para oferecer ao público um panorama abrangente do teatro de bonecos
como linguagem artística e campo de formação.
O projeto
celebra, assim, os 55 anos da Fundação Clóvis Salgado e do Giramundo em uma
comemoração conjunta, enaltece o presidente da FCS, Sérgio Rodrigo Reis. “É com
imensa alegria que o Palácio das Artes recebe esta exposição e as demais
atividades que acontecem na ‘Ocupação Giramundo’. O grupo, assim como a
Fundação Clóvis Salgado, é uma organização muito importante quando pensamos na
produção e acesso à cultural em Belo Horizonte e em Minas Gerais. Dessa forma,
celebramos os aniversários de ambos conjuntamente, e com atividades tão
diversificadas, é uma forma de reforçarmos o compromisso com a difusão
artística e cultural em nosso estado. Afinal, o Palácio das Artes é um espaço
para todos”, afirma.
FUNDAÇÃO CLÓVIS
SALGADO – Com a missão de fomentar a criação, formação, produção e difusão
da arte e da cultura no estado, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à
Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Artes
visuais, cinema, dança, música erudita e popular, ópera e teatro constituem
alguns dos campos onde se desenvolvem as inúmeras atividades oferecidas aos
visitantes do Palácio das Artes, CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas
Gerais – e Palácio da Liberdade, espaços geridos pela FCS. A Instituição é
responsável também pela gestão dos corpos artísticos – Cia de Dança Palácio das
Artes, Coral Lírico de Minas Gerais e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais –, do
Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Centro de Formação Artística e
Tecnológica (Cefart). A Fundação Clóvis Salgado é responsável, ainda, pela
gestão do Circuito Liberdade, do qual fazem parte o Palácio das Artes, Palácio
da Liberdade e a CâmeraSete. Em 2021, quando celebrou 50 anos, a FCS ampliou
sua atuação em plataformas virtuais, disponibilizando sua programação para
público amplo e variado. O conjunto dessas atividades fortalece seu caráter
público, sendo um espaço de todos e para todas as pessoas.
GIRAMUNDO –
O Giramundo foi fundado em 1970 pelos artistas plásticos Álvaro Apocalypse,
Terezinha Veloso e Madu . Atualmente é dirigido por Bia Apocalypse, Marcos
Malafaia e Ulisses Tavares . Ao longo de sua trajetória, o grupo realizou mais
de 40 espetáculos teatrais , entre produções próprias e coproduções, reunindo
um acervo de aproximadamente 1.500 bonecos. Suas montagens exploram o boneco de
forma ampla, construindo um panorama técnico e expressivo singular do teatro de
animação. A atenção plástica, a expertise na construção de bonecos e cenários,
somadas ao interesse pela cultura brasileira e pela literatura clássica,
consolidaram o reconhecimento nacional do Giramundo e o inseriram de maneira
definitiva na história do teatro brasileiro. Hoje, o Giramundo ultrapassa a
noção de companhia teatral que marcou as três décadas sob a direção de Álvaro
Apocalypse e assume o formato de um núcleo multimídia , onde convivem o teatro
de bonecos e o cinema de animação. Essa fusão entre teatro e vídeo, somada à atuação
como “museu-teatro-escola” , define o perfil do Giramundo no século XXI .
Pesquisa: Sidnei Luciano Gouveia
Fotos da visita (março/2026): Sidnei Lugouv
Fonte: Palácio das Artes
📍
Endereço: Av. Afonso Pena 1537, Centro, Belo Horizonte – MG,
Brasil
📞
Contato: +55 (31) 3236-7400
🔗
https://fcs.mg.gov.br/





























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