Retrospectiva de EXPOSIÇÕES: Cover = Reencenação + Repetição / MAM 2008
EXPOSIÇÃO
Cover = Reencenação + Repetição
MAM 2008
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| Obra de Rodrigo Matheus – Exposição Cover = Reencenação + Repetição - 2008 MAM - Foto: Sidnei Lugouv #photolugouv |
Fazendo uma Retrospectiva de
exposições que eu visitei, encontrei em meus arquivos registros da Exposição
Cover=Reencenação+Repetição, que aconteceu no MAM (Museu de Artes Moderna) no
ano de 2008.
A Exposição foi realizada de 10
de outubro de 2008 a 21 de dezembro de 2008, na Sala Paulo Figueiredo (MAM),
sob a curadoria de Fernando Oliva.
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| Obra de Rodrigo Matheus – Exposição Cover = Reencenação + Repetição - 2008 MAM - Foto: Sidnei Lugouv #photolugouv |
Divulgação MAM SP
A pergunta que se coloca com
insistência é: como se reapropriar da história se ela nos parece tão distante,
caótica, fragmentada e imaterial, chegando até nós em sequências que duram três
minutos? Assumir como estratégia este dilema (reencenar ou repetir?) parece ser
uma opção das mais legítimas. Ao recriarmos algo (uma canção, um filme, um
videoclipe, uma obra de arte, um “evento”), ganhamos uma chance de
reconciliação com o passado e, acima de tudo, a rara oportunidade de
experenciá-lo no presente.
O projeto Cover se situa no campo de tensão determinado pelos
embates entre reencenação e repetição na produção contemporânea. Esses
procedimentos não se limitam a uma intenção de imitação, muito menos de
“apropriação”, pois nesse caso poderiam ser facilmente incorporados como ações
já mapeadas pela história.
Esta mostra coletiva e suas ações paralelas (a publicação de um
livro, projeção de filmes no auditório do MAM, performances sob a marquise do
parque, oficinas no Educativo, o show da banda Os Macaco, a festa bum bum do
músico Matias Aguayo no clube Vegas) lança um comentário em direção ao sistema
da arte e marca um posicionamento em relação ao estado das coisas hoje.
Cover pretende ser o diagnóstico de uma estratégia adotada por
artistas. Neste sentido, propõe-se a captar uma sensibilidade que a um só tempo
elogia e critica. É homenagem e ataque. Fascínio e deboche.
Não se almeja fazer um mapeamento do cover como gênero ou como
objeto. Também não se trata de buscar algo de “artístico” no cover. Ele é
entendido como um lugar a ser habitado, uma ferramenta, um dispositivo a ser,
mais do que utilizado, questionado e reinventado pelos artistas – que aqui nos
propõem respostas, a maioria delas inéditas, ao desafio proposto por esta
curadoria. Para além de um movimento em direção ao passado, Cover é
sua convocação e tentativa de atualização em outro contexto: o espaço e o tempo
do presente. No limite, uma incisiva operação antinostalgia.
Fonte: MAM - http://mam.org.br/exposicao/cover-reencenacao-repeticao/
Museu de Arte Moderna de São Paulo
Av. Pedro Alvares Cabral, s/nº – Parque Ibirapuera
04094-000 – São Paulo/SP – Brasil
T +55 11 5085-1300
atendimento@mam.org.br
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VIVA A ARTE!



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