█ MASP █ Exposição PEDRO FIGARI - Nostalgias Africanas
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Exposição
PEDRO
FIGARI - Nostalgias Africanas
Acontece no MASP até
o dia 10/02/2019 a Exposição: Pedro Figari: Nostalgias Africanas.
A Exposição traz 63
obras que retratam as populações afro-uruguaias. O título se refere também a
uma de suas pinturas. Para além da natureza, do erotismo e do mundo do
trabalho, Figari representa as populações negras de seu país através de cenas
da vida comum, que revelam a complexidade dos modos de vida daquelas pessoas.
Morando em Paris nos
anos 1920 e 1930, o artista desenvolveu um trabalho em pintura marcado por
pinceladas expressivas. Este estilo ao mesmo tempo confere imprecisão ao
desenho das figuras e seus rostos, e um sentido forte de coletividade às cenas,
como se todos os elementos estivessem num mesmo plano simbólico. Filho de
imigrantes genoveses, Figari é o único artista branco que recebe uma exposição
no MASP em 2018, no contexto de um ano todo da programação dedicado às
histórias afro‑atlânticas, em torno dos “fluxos e refluxos” entre a África e
as Américas, o Caribe, e também a Europa.
A exposição se divide em seis conjuntos que desdobram o tema do cotidiano. No primeiro deles estão as danças e festividades, sendo a mais importante o candombe — dança emblemática das populações afro‑uruguaias, praticada em grupo, ao som de tambores. O segundo conjunto apresenta o Dia de Reis, comemoração híbrida da festa católica dos Reis Magos, em pleno carnaval. As cenas que compõem o terceiro conjunto se passam no interior dos conventillos, habitações coletivas que floresceram em Montevidéu entre o final do século 19 e início do 20. No quarto conjunto estão os casamentos, e no quinto, as solenidades fúnebres. Instituição tão funesta quanto a própria morte, a escravidão é representada no sexto conjunto. O Uruguai foi aboliu a escravidão em 1842, 19 anos antes do nascimento de Figari e 46 anos antes de ser abolida no Brasil.
A rica cultura afro‑uruguaia representa a memória dos africanos forçados a migrar e escravizados na região, e também se constitui como importante resistência cultural, que unifica a comunidade e constrói sua identidade em oposição aos ideais racistas propostos pela sociedade colonial. Figari tinha consciência da invisibilização a que os negros de seu país eram submetidos e se empenhou em criar imagens vivas daquelas populações.
A exposição de Pedro Figari reafirma a importância desse pintor para a modernidade latino‑americana e é organizada pelo MASP, em parceria com o Museo Nacional de Artes Visuales e o Museo Figari, de Montevidéu.
Pedro Figari: nostalgias africanas tem curadoria de Mariana Leme, curadora assistente do MASP, e Pablo Thiago Rocca, diretor do Museo Figari.
MASP
AV PAULISTA, 1578
SÃO PAULO/SP -BRASIL
FONE+55 11 3149 5959
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