EXPOSIÇÃO: Paradoxo(s) da Arte Contemporânea: Diálogos entre os acervos do MAC USP e do Paço das Artes
EXPOSIÇÃO
Paradoxo(s) da Arte Contemporânea:
Diálogos entre os acervos do MAC USP e do Paço das Artes
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| Divulgação
Resultado da parceria entre o Museu de Arte Contemporânea da USP
e o Paço das Artes - Instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São
Paulo -, a exposição Paradoxo(s) da Arte Contemporânea: diálogos entre
os acervos do MAC USP e do Paço das Artes - com abertura no dia 26 de
maio, a partir das 11 horas - apresenta um diálogo possível entre as
instituições, com artistas que desenharam a história do Paço das Artes e que
fazem parte do acervo do MAC USP. Como lembra Priscila Arantes, diretora
artística e curadora do Paço das Artes, “por não possuir uma coleção de obras
de arte, o acervo do Paço é constituído pela documentação e arquivo da
instituição, refletindo os registros das exposições e ações culturais ali
organizadas”. O trabalho de documentação, fundamental para a memória da arte
contemporânea, também é uma das questões centrais para o MAC USP. “Nesse
diálogo, procuramos cotejar e acompanhar artistas que fizeram a história do
Paço e estão presentes no acervo do MAC USP”, diz Ana Magalhães, curadora do
Museu de Arte Contemporânea.
A obra Paradoxo do
santo, de Regina Silveira, é o ponto de partida para a curadoria de Ana
Magalhães e Priscila Arantes. A instalação, que contrapõe a imagem popular de
Santiago Apóstolo - patrono militar da Espanha e do Novo Mundo - à grande
sombra distorcida e projetada do famoso monumento eqüestre dedicado a Duque de
Caxias - patrono das forças armadas brasileiras - representa uma reflexão da
artista sobre os conflitos de dominação da América Latina. O trabalho foi escolhido
como fio condutor para a seleção dos demais artistas e para discutir as
inquietações que ambas as instituições têm levantado no que diz respeito à
produção contemporânea. A partir dessa instalação, do efeito da sombra e seus
significados, outras obras de Regina Silveira foram selecionadas, discutindo
questões como o museu, o território, o ativismo e a violência.
O museu e seu paradoxo são
revisitados nas proposições de Fabiano Gonper, Felipe Cama e Antoni Muntadas,
este último com a reativação da obra “Sobre a Subjetividade”, de 1978, em que o
artista selecionou 50 imagens do livro “The Best of Life” (publicação de
fotografias da revista norte-americana Life) e enviou por carta para diferentes
pessoas solicitando uma sugestão de legenda para as mesmas. O território e seus
conflitos emergem nas proposições de Gilbertto Prado, Rosângela Rennó, Alex
Flemming, Nazareno Rodrigues e Giselle Beiguelman. Em “Cinema Lascado -
Minhocão”, por exemplo, Giselle Beiguelman propõe ao expectador vivenciar
escombros impossíveis como estar, simultaneamente, em cima e em baixo do
viaduto paulistano.
O ativismo e as poéticas
militantes estão presentes nos trabalhos de Eduardo Kac e Tadeu Jungle ao mesmo
tempo em que a violência é inerente aos trabalhos de Thiago Honório, Fernando
Piola e Hudinilson Jr. “Essas constelações não são núcleos ou temas rígidos na
exposição, mas formam redes de contatos sobrepondo-se
umas às outras. Não há uma disposição linear ou cronológica, mas um
diálogo entre os artistas dentro desses paradoxos que a arte contemporânea
propõe na atualidade”, descrevem as curadoras.
As parcerias entre o Paço das
Artes e o MAC USP são de longa data, iniciadas ainda quando as instituições
eram vizinhas dentro da Cidade Universitária (até a saída do Paço e do MAC USP,
em 2016). Esta relação de cooperação, como ressaltada pelo diretor do MAC USP,
Carlos Roberto F. Brandão, é de extrema relevância. “Assim como o Museu, o Paço
é estimulador da produção contemporânea mais atual, com enorme atenção à
preservação da memória dessa produção, e um enfoque especial nos debates sobre
documentação, arquivamento e conservação da arte contemporânea”, lembra.
Exposição: Paradoxo(s) da Arte Contemporânea: Diálogos entre o
acervo do MAC USP e o acervo do Paço das Artes
Curadoria: Ana Magalhães (MAC USP) e Priscila Arantes (Paço das Artes) Abertura: 26 de maio de 2018, a partir das 11 horas
Encerramento: 5 de agosto de 2018
Funcionamento: Terça a domingo das 10 às 21 horas Local: MAC USP – Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301 Telefone: 11 2648.0254 (recepção) - 11 2648.0258 (educativo) Entrada gratuita www.mac.usp.br
VIVA A ARTE!
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