PINA – VAMOS VISITAR A PINACOTECA DE SAMPA?
VAMOS VISITAR A PINACOTECA DE SAMPA?
Aproveite o período
de férias e faça uma visita a uns dos Museus mais charmosos de São Paulo.
Segue
programação de exposições:
EXPOSIÇÃO
– CAIO REISEWITZ: ALTAMIRA
A
Mostra traz Oito fotografias de Caio Reisewitz, recentemente
adquiridas pela Pinacoteca por meio de doação feita durante a SP-Arte 2016. Trata-se
de uma série intitulada Altamira, em que o artista documenta a região da
floresta de Belo Monte, delimitada pelo rio Xingú, que desaparecerá ao término
da construção da terceira maior hidrelétrica do mundo na região. As fotografias
mostram uma natureza intocada, onde a presença humana parece não existir,
expondo o paradoxo de que em breve a floresta não estará mais lá.
EXPOSIÇÃO – DAVID CLAERBOUT: KING E THE PURE NECESSITY
A exposição traz duas videoinstalações do artista belga David Claerbout (Kortrijk, 1969) sob
curadoria de Mariano Klautau. Embora pouco conhecido no Brasil, o artista tem
exibido seus vídeos, filmes e fotografias em galerias e museus na Europa, EUA e
Ásia, revelando um modo próprio de provocar a imaginação do espectador.
O
trabalho de Claerbout se baseia na manipulação digital de imagens fotográficas,
permitindo o surgimento de movimentos muito sutis. Projetadas em grandes
dimensões, as obras promovem sensação de imersão do observador, colocando-o
numa interface entre fotografia, cinema e pintura.
EXPOSIÇÃO
– DORA LONGO BAHIA: OS DESASTRES DA GUERRA
Na exposição ‘Os desastres da guerra’, de Dora Longo Bahia, artista que trabalha a partir da apropriação de fotografias
de guerra, faz uma releitura da obra homônima de Francisco Goya, realizada no
século XIX. O conjunto de 80 pinturas em tinta acrílica sobre pergaminho
reproduz imagens de conflitos ocorridos principalmente no século XX, como a I e
II Guerras Mundiais, a Guerra Civil espanhola, a Guerra do Vietnã, do
Afeganistão, entre outras. A obra foi incorporada ao acervo da Pinacoteca por
meio de doação do Programa de Patronos da Arte Contemporânea.
EXPOSIÇÃO
– DANIEL ACOSTA: ROTORAMA – SISTEMA DE GIRORECIPROCIDADE
Uma
plataforma redonda de madeira com nove metros de diâmetro e 32 centímetros de
altura que vai girar muito lentamente ao redor do seu próprio eixo,
desenvolvida por Daniel Acosta, é o próximo trabalho a ocupar o Octógono da
Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.
A instalação, inspirada em um trabalho exposto pelo artista em 2008, é inédita
e foi desenvolvida exclusivamente para este espaço.
Uma vez
dentro da plataforma, as pessoas poderão ficar de pé, sentadas ou deitadas. São
cerca de dez minutos até que a estrutura dê uma volta completa, velocidade tão
lenta que pode causar no visitante a impressão de estar parado. Aos poucos,
entende-se que não. A mostra tem curadoria de Valéria Piccoli, curadora-chefe
da Pina, e patrocínio do Iguatemi São Paulo.
A obra
quase desaparece, como um tapete, frente a verticalidade do espaço. Sem
qualquer atrativo, além da possibilidade de “subir” na obra, a atenção se volta
toda para o público. “São os visitantes que conferem volume ao trabalho. A
proposta do Daniel não é criar uma peça para ser colocada no Octógono, mas um
dispositivo para que o próprio público seja protagonista do trabalho. Além
disso, há a surpresa, para quem olha de cima, de uma espécie de poema visual
que se forma a partir de grafismos na plataforma”, explica Piccoli.
A
proposta é criar uma condição de percepção especial que pode gerar ambiguidade
e certa perda das referências. “Algo bem parecido com o que acontece quando
lavamos o carro naquelas máquinas com escovas giratórias do posto de gasolina.
Estamos parados, mas sentimos como se estivéssemos em movimento. Acontece
também quando você está na rodoviária sentado dentro do ônibus e o ônibus do
lado sai. Uma experiência muito curiosa”, explica Daniel Acosta.
EXPOSIÇÃO
– NO SUBÚRBIO DA MODERNIDADE – DI CAVALCANTI 120 ANOS
Um dos mais importantes artistas do modernismo brasileiro,
Emiliano Di Cavalcanti é tema da mostra retrospectiva na Pinacoteca de São
Paulo, museu da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. “No subúrbio da modernidade – Di Cavalcanti 120 anos” entra
em cartaz a partir de 2 de setembro de 2017, mês em que se comemora 120 anos do
nascimento do artista. Entre pinturas, desenhos e ilustrações, serão exibidas
mais de 200 obras, realizadas ao longo de quase seis décadas de carreira e que
hoje pertencem a algumas das mais importantes coleções públicas e particulares
do Brasil e de outros países da América Latina, como Uruguai e Argentina.
Sob a curadoria de José Augusto Ribeiro. Segundo o pesquisador, a
exposição pretende investigar como o artista desenvolve e tenta fixar uma ideia
de “arte moderna e brasileira”, além de chamar a atenção para a condição e o
sentimento de atraso do Brasil em relação à modernidade europeia no começo do
século XX. “Ao
mesmo tempo, o título se refere aos lugares que o artista costumava figurar nas
suas pinturas e desenhos: os bordeis, os bares, a zona portuária, o mangue, os
morros cariocas, as rodas de samba e as festas populares – lugares e situações
que, na obra do Di, são representados como espaços de prazer e descanso”,
explica Ribeiro.
Além da atuação pública de Di Cavalcanti como pintor, a mostra
destaca também aspectos menos conhecidos de sua trajetória, como as ilustrações
e charges para revistas, livros e até mesmo capas de discos. Também será
abordada sua condição de mobilizador cultural e correligionário do Partido
Comunista do Brasil (PCB). “Esse engajamento reforça o desejo de
transformar o movimento moderno em uma espécie de projeto nacional”,
completa Ribeiro.
A
Pinacoteca prepara um catálogo que reunirá três ensaios inéditos escritos pelos
autores José Augusto Ribeiro, curador da mostra, Rafael Cardoso, historiador da
arte e do design e Ana Belluzzo, professora e crítica de arte. O livro trará
ainda reproduções das obras apresentadas, uma ampla cronologia ilustrada e um
compilado de textos já publicados sobre a trajetória do artista. A exposição
tem patrocínio de Banco Bradesco, Sabesp, Ultra, Escritório Mattos Filho e Alexandre
Birman.
EXPOSIÇÃO
– ARTE NO BRASIL: VANGUARDA BRASILEIRA DOS ANOS 1960
A exposição ‘Arte no Brasil: Uma história na
Pinacoteca de São Paulo. Vanguarda brasileira dos anos 1960 – Coleção Roger
Wright’, um recorte de 80 obras realizadas entre as décadas de 1960
e 1970 no Brasil pelos artistas mais representativos da nova figuração, do teor
político e da explosão colorida do pop, como Wesley Duke Lee, Claudio Tozzi,
Antonio Dias, Cildo Meireles, Nelson Leirner, Raymundo Colares, Rubens
Gerchman, Carlos Zilio, entre outros.
A mostra
de longa duração celebra o comodato de 178 obras estabelecido em março de 2015
entre a Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, a Pinacoteca e a Associação
Cultural Goivos, responsável pela Coleção Roger Wright.
EXPOSIÇÃO
– ARTE NO BRASIL: UMA HISTÓRIA NA PINACOTECA DE SÃO PAULO. GALERIA JOSÉ E
PAULINA NEMIROVSKY – ARTE MODERMA
A Exposição “Galeria José e Paulina Nemirovsky – Arte moderna”. Uma
reorganização e uma ampliação da mostra sobre o Modernismo, que ficou em cartaz
por quatro anos na Estação Pinacoteca e agora ocupa as cinco salas no primeiro
andar do edifício da Luz.
Reunindo uma seleção de mais de 100 peças dos acervos da Pinacoteca do
Estado de São Paulo, da Fundação José e Paulina Nemirovsky e da Coleção Roger
Wright, a mostra faz a conexão entre a exposição do segundo andar “Arte no
Brasil: Uma história na Pinacoteca de São Paulo” e a exposição “Vanguarda
brasileira dos anos 1960 – Coleção Roger Wright”, aberta recentemente. Com
isso, a Pina passa a ser o único museu de São Paulo que com 700 obras,
distribuídas em 2mil metros quadrados, contam a História da Arte no Brasil do
período colonial até os anos 1970.
A mostra que será inaugurada no primeiro andar, enfoca importantes
momentos do período moderno no Brasil: as inovações formais do primeiro
Modernismo (de Tarsila e Lasar Segall), a preocupação com questões sociais que
marca a obra de Portinari e Di Cavalcanti, o interesse pelos artistas
autodidatas ou treinados fora das academias de arte (como Volpi, Pancetti e
José Antonio da Silva), a emergência da abstração lírica e geométrica. Nesta
reorganização, a exposição abarca também obras do período Concreto e
Neoconcreto, finalizando com uma seleção de peças ligadas às correntes mais
líricas do abstracionismo.
“Essa é uma exposição única e especial, que percorre grande parte do
cenário histórico-cultural brasileiro do século XX. Sem contar que ampliamos de
49 para 110 obras essa mostra, todas emblemáticas e de reconhecimento
internacional. Estamos muito satisfeitos de oferecer esse panorama da arte
brasileira para os visitantes do museu”, disse a curadora Valéria Piccoli.
José e Paulina Nemirovsky reuniram ao longo de anos uma das mais
relevantes coleções de arte moderna brasileira, da qual fazem parte obras
icônicas do século XX, como a célebre Antropofagia de Tarsila do Amaral. O
comodato com a Pinacoteca foi firmado em 2004 pelos colecionadores, que
buscaram se associar a uma instituição pública com o intuito de dar maior
visibilidade a esse importante patrimônio artístico. Em homenagem ao casal, o
conjunto de salas onde ficará exposta a mostra passa a se chamar “Galeria José
e Paulina Nemirovsky” e será usado para esta exposição de longa duração.
EXPOSIÇÃO
– ARTE NO BRASIL: UMA HISTÓRIA NA PINACOTECA DE SÃO PAULO
A
Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta a exposição de longa duração Arte
no Brasil: uma história na Pinacoteca São Paulo, que ocupa todo o segundo andar
do edifício da Avenida Tiradentes com obras do seu acervo, e marca uma nova e
destacada etapa no centenário percurso da Pinacoteca do Estado que integra a
rede de museus da Secretaria de Estado da Cultura. Ela sucede a mostra que foi
aberta em 1998, no mesmo espaço, ao final do restauro do edifício, e que
permaneceu em cartaz até dezembro de 2010, cumprindo um papel fundamental no
fortalecimento da instituição.
O objetivo central desta mostra é oferecer ao público uma leitura
da formação da visualidade artística e da constituição de um sistema de arte no
Brasil do período colonial até meados dos anos 1930, centrada nas obras que
compõem o acervo do museu. “Obedecendo a uma ordem cronológica, a exposição se
articula a partir de dois eixos temáticos, essenciais na constituição e compreensão
do desenvolvimento das práticas artísticas no país. De um lado, a formação de
um imaginário visual sobre o Brasil – o conjunto de imagens sobre ele, suas
relações e sentidos que produzem. De outro, a formação de um sistema de arte no
país – ensino, produção, mercado, crítica e museus – iniciado com a vinda da Missão
Artística Francesa, a criação da Academia Imperial de Belas Artes e do programa
de pensionato artístico. O percurso das salas apresenta os desdobramentos desta
história, seus personagens e realizações…”, afirma Ivo Mesquita, curador chefe
da Pinacoteca do Estado. Na perspectiva da missão institucional, visa
igualmente proporcionar aos visitantes uma experiência qualificada de relação
com as obras expostas, por meio de uma série de propostas educativas que busca
explorar múltiplos conteúdos de leitura, bem como sugerir relações com o
edifício e suas memórias.
EXPOSIÇÃO
– GALERIA TÁTIL DE ESCULTURAS BRASILEIRAS
A
Pinacoteca apresenta exposição com 12 esculturas táteis, em bronze, que fazem
parte do acervo do museu. A seleção das obras foi realizada considerando a
indicação do público com deficiências visuais que participou de visitas
orientadas ao acervo do museu nos últimos cinco anos. Além disso, dimensão,
forma, textura e diversidade estética, que facilitam a compreensão e apreciação
artística dessas obras ao serem tocadas, foram outros critérios adotados para a
escolha das esculturas.
Com esta
iniciativa, o público com deficiências visuais poderá explorar e reconhecer,
por meio do toque, todas as obras da Galeria Tátil, apresentadas segundo um
criterioso padrão de acessibilidade e complementadas por outros recursos de
apoio, como folder e catálogo em dupla leitura (tinta e Braille), além de
áudio-guia elaborado especialmente para o público alvo participante desta
exposição. Entre os artistas selecionados para a mostra estão Rodolfo
Bernardelli, Victor Brecheret, Bruno Giorgi, Amilcar de Castro, entre outros. A
disponibilidade destes materiais pode ser consultada na recepção do museu.
O
percurso de visitação é orientado por um piso tátil, que permite e indica um
caminho para a exploração das obras que se encontram nesta galeria. Esta é mais
uma ação do Programa Educativo para Públicos Especiais (PEPE), voltado para
garantir a possibilidade de fruição da arte para pessoas com necessidades
especiais – sensoriais, físicas ou mentais.
Esta ação
do Programa Educativo para Públicos Especiais (PEPE) está inserida dentro do
Museu para Todos, um projeto pioneiro realizado pelo Núcleo de Ação Educativa
da Pinacoteca do Estado em parceria com o Grupo Santander Brasil, que reúne os
bancos Santander e Real, com o objetivo de formar uma sociedade mais inclusiva
e garantir o direito ao acesso às artes e ao patrimônio do Estado.
Pinacoteca do Estado de São Paulo
Horário(s) Terça a domingo, 10h às 18h.
Endereço: Praça
da Luz, 2, Centro São Paulo/SP – Brasil CEP: 01120-010
Telefone (11) 3324-1000
Site: http://pinacoteca.org.br/
viva a arte










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