EXPOSIÇÃO SHIRO: UMA ESCALA DE NUANCES
EXPOSIÇÃO - Shiro: Uma Escala de Nuances
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| Divulgação - Japan House são paulo - junho 2026 |
A Japan House
São Paulo traz a Exposição Shiro: uma escala de nuances. A mostra, que conta
com curadoria da diretora cultural da instituição, Natasha Barzaghi Geenen,
aborda a cor branca apresentando suas nuances e simbologias por meio de quatro
elementos: a neve, o papel, a seda e o sal.
A simbologia
da cor branca na cultura japonesa
No Japão,
existe uma cultura cromática única – conhecida como Nihon no
dentōshoku (ou cores tradicionais do Japão, em tradução livre) – e
dentre essas cores, o branco envolve a sensibilidade dos
japoneses, refletindo diversas percepções evocadas no imaginário
como paz, purificação, leveza, silêncio e
até precisão.
E é o branco
– ou shiro, em japonês – que assume o papel de fio
condutor da exposição.
Tonalidades
de branco
Com curadoria
da diretora cultural da instituição, Natasha Barzaghi Geenen, a
mostra introduz diversas tonalidades da cor branca no Japão, passando por
quatro elementos: papel, seda, neve e sal, revelando
as suas relações com a cultura japonesa.
A inspiração
para o recorte veio da leitura da obra ‘O País das Neves’ (1948), de
Yasunari Kawabata, durante o Clube de Leitura JHSP + Quatro Cinco
Um em junho do ano passado, que descreve as vastas paisagens brancas
do norte do país e o processo de alvejamento de um tecido na neve.
“Shiro não
é fruto de um conceito específico, tem uma inspiração poética e abstrata. O
branco, enquanto junção de todas as demais cores, serve aqui como ponto de
partida simbólico para pensar como o Japão carrega tantas nuances e sutilezas,
como é um país de muitas gamas, que podem passar despercebidas, mas não para o
povo japonês, cujo olhar é apurado até para essas mínimas diferenças do branco”
Natasha
Barzaghi Geenen
Uma escala de
nuances
Dividida em
quatro grandes núcleos temáticos correspondentes a cada elemento, a expografia
convida os visitantes a um mergulho pelas nuances simbólicas da cor. Na
entrada, uma tabela cromática com uma seleção de 19 tons de branco
catalogados no Japão representa as diversas nuances que uma
única cor pode ter, a partir das centenas de cores tradicionais do Japão.
O papel
No núcleo
de Papel, a instalação ‘Poem of life’, da artista Ayumi Shibata,
é feita de inúmeras folhas de papel cortadas como na técnica de kiri-ê e
amarradas entre si, simbolizando o desejo da artista pela paz e
harmonia do mundo.
A obra de
aproximadamente três metros de altura também trabalha a relação do papel
com luz e sombra a partir de um espelho em sua base. Neste núcleo, o
público também pode conhecer o processo de produção do Kurotani Washi (papel
japonês tradicional feito à mão), desde a colheita dos ramos de Kōzo (amoreira)
– base para a fabricação deste elemento – até sua finalização. Amostras de três
tipos de fibras que dão origem ao washi – Kōzo, Mitsumata e Gampi –
também estão em exibição.
A seda
Para o núcleo
de Seda, a artista Kaoru Hirano apresenta uma obra produzida
especialmente para a exposição. Conhecida por desconstruir peças de
roupa em suas criações, Hirano escolheu trabalhar com um juban branco
de seda (peça de vestuário tradicional japonesa usada por baixo do
quimono), de sua avó paterna, falecida em 2018, para criar uma espécie
de teia suspensa na instalação ‘untitled-grandmother’. A
delicada obra site-specific de quase 4 metros de diâmetro
reflete sobre memória afetiva e os laços construídos (e desconstruídos)
dentro dessa relação familiar. Amostras de casulos do
bicho-da-seda, fios e tecido da província japonesa de Gunma,
referência na produção de seda, também são apresentados neste núcleo,
acompanhados por uma breve introdução em vídeo dessa confecção no Japão.
A neve
Já o
núcleo Neve, aborda as paisagens do Norte do Japão, com
seus invernos rigorosos, que evocam uma sensação de branco infinito,
como descrito no livro de Kawabata. Para representar essa vastidão, foram
selecionadas três fotografias de Land Art (intervenções
feitas diretamente na paisagem natural), do artista Tomohiro Kajiyama,
além de um vídeo demonstrando o processo de criação. Nesses trabalhos, é
possível ver como o artista compreende a paisagem tomada pela neve como
uma tela em branco, para ir caminhando instintivamente sobre ela com um par de
pequenos esquis, guiado apenas pelas imagens em sua mente sem o uso de
ferramentas de medição. Desse processo, resultam quilômetros de linhas que
formam desenhos complexos, possíveis de serem contemplados em sua magnitude
apenas vistos de cima. Efêmeras, as ‘Snow Art’ de Kajiyama costumam
ocupar áreas de aproximadamente 100m² cada.
“Suas
criações ocorrem desde antes do amanhecer, no silêncio congelante, enquanto o
céu começa a mudar de cor e continuam pela tarde, às vezes estendendo-se por
vários dias. Segundo o artista, cada passo que ele dá para compactar a neve
representa sua filosofia de esculpir a própria vida com uma mentalidade
positiva, mesmo diante das adversidades”, explica a curadora.
A neve é
um elemento tão presente no dia a dia do Japão, que os japoneses até
desenvolveram um glossário dedicado a descrever suas diversas
formas – seja a neve fina que parece pó, seja a neve macia que
se assemelha a um mochi (bolinho de arroz glutinoso).
O sal
Assim como a
neve, o sal também é especial no dia a dia dos japoneses. Embora
o Japão seja um país cercado por mar, o seu ambiente não é propício à
produção de sal. Por isso, desde tempos antigos, a produção de sal é feita por
um método que consiste em duas etapas: a concentração da água do mar em
salinas, e o processo de evaporação por meio da fervura. Esse método
permanece em prática até hoje, mesmo que a produção seja feita majoritariamente
de forma industrializada.
Além de ser utilizado como tempero e conservante, o sal também é
um objeto ritualístico na tradição xintoísta. A prática popular de criar
pequenos montes de sal e deixá-los perto das entradas das casas,
estabelecimentos ou santuários, como forma de atrair boa sorte e afastar os
maus espíritos – é chamada de morishio ou morijio.
Dentre as inúmeras variações de sais encontradas no mundo, a mostra
apresenta cinco tipos, originários de diversas regiões do Japão,
evidenciando suas diferentes características e granulações.
Mais
informações:
Exposição - Shiro:
uma escala de nuances
#NuancesDeBranco
#ShiroNaJHSP
Período: 2
de junho a 25 de outubro de 2026
Valor: entrada
gratuita
Japan House
São Paulo
Pesquisa: Sidnei Luciano Gouveia
Foto Divulgação (junho/2026): Japan House São Paulo
Fonte: Japan House São Paulo
📍
Endereço: Avenida Paulista,52 - Bela Vista, São Paulo - SP,
Brasil
📞
Contato: +55 (11) 3149-5187
🔗
https://japanhousesp.com.br/

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