EXPOSIÇÃO: BIENALSUR – Signos na Paisagem
Acontece no CCBB SP (Centro Cultural
do Banco do Brasil em São Paulo), a EXPOSIÇÃO BIENALSUR – SIGNOS NA PAISAGEM.
Com trabalhos que
propõem a necessidade de uma reflexão sobre como o planeta vem sendo
modificado, a mostra reúne obras de artistas do Brasil, Argentina, Uruguai,
Espanha, França e Arábia Saudita. O evento cultural mais extenso do mundo –
18.730 km de arte contemporânea – ocorre em 28 países e mais de 70 cidades ao
redor do mundo nos cinco continentes.
Fiel ao objetivo de
ser uma bienal diferente – descentralizada, democrática, horizontal e
humanista, que aborda os temas do mundo de hoje – a BIENALSUR 2023 segue
reivindicando o direito à cultura e à diversidade, com exposições e ações
focadas em questões ambientais, perspectiva de gênero, construção de narrativas
e democracia.
“Uma das premissas
do trabalho da BIENALSUR é explorar o panorama artístico internacional por meio
de um chamado aberto, livre e horizontal que realizamos para cada edição. A
partir deste chamado, surgem os temas principais sobre os quais trabalhamos,
bem como um conjunto de projetos de artistas de diferentes contextos culturais,
que são selecionados para serem incluídos nas diversas exposições e
intervenções realizadas nas mais de 40 cidades em que cada edição da BIENALSUR
opera simultaneamente”, explica Diana Weschler, Diretora Artística
da BIENALSUR.
Signos
na Paisagem reúne obras de Rochelle Costi e
Dias & Riedweg (BRA); Gabriela Golder e Matilde Marín (ARG); Stephanie
Pommeret (FRA); Silvia Alejandra González Soca (URY); Gabriela Bettini (ESP);
Sara Abdu, Zhara Al Ghamdi e Hatem Al Ahmad (SAU). Os trabalhos problematizam
a experiência de vida contemporânea e têm como chave, em sua maioria, a
questão do meio
ambiente.
Água, ar, terra,
fogo, os quatro elementos estão presentes no espaço através dos seus sons, da
singularidade dos seus movimentos e das suas formas. O território está presente
no fluxo de olhares de artistas de diferentes origens sobre um cenário natural
que resiste, luta e renasce.
A brasileira Rochelle Costi, uma das artistas que integra a mostra, enviou a série que
produziu durante a pandemia. Essa obra – que interessou ao júri de seleção – é
infelizmente a última da artista, pois ela faleceu em novembro passado em um
acidente de trânsito. Sua inclusão nesta mostra é uma homenagem ao seu olhar
artístico e a sua capacidade de identificar nossa convivência com o meio ambiente,
com os pequenos seres que nos cercam e deixam também seus 'sinais' na paisagem.
A observação do entorno próximo durante o período
de isolamento social entre 2020 e 2021 devido à pandemia foi o ponto de partida
para as observações de Rochelle Costi, o que a levou a desenvolver sua série
"Casa & Jardim", da qual apresentamos uma seleção nesta
exposição. As fotos de "Jardim", que foram tiradas durante o período
de isolamento, registraram insetos encontrados na área externa de sua
casa/ateliê (localizada a 4 km do centro da cidade de São Paulo). O trabalho
não foi apenas uma observação, mas também uma 'provocação', pois incorporou na
'paisagem' do jardim doméstico placas de plástico em relevo, criando uma
topografia na tentativa de imitar a natureza, ao mesmo tempo atraindo e
causando estranheza nos insetos, alterando seus comportamentos habituais. A
série exibe, por meio dessa ação da artista sobre esses pequenos seres com os
quais ela convive, o contraponto do que a comunidade global estava passando naquela
época, quando as rotinas e paisagens cotidianas estavam sendo alteradas e a
sensação de estranhamento dominava a sociedade.
Fonte: CCBB SP
22/11/23 a 29/01/24
Rua Álvares Penteado,112 – Centro – São Paulo/SP (prédio anexo
(11) 4297-0600 – ccbbsp@bb.com.br
Visitação: Todos os
dias, das 09:00h âs 20:00h, exceto às terças-feiraS












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