Arte 1/20 - A Fonte de MARCEL DUCHAMP
Arte 1/20 - Fonte de MARCEL DUCHAMP
Iniciando meus estudos no mundo das artes plásticas, compartilharei
parte desta minha aventura, postando obras e algumas curiosidades.
A primeira obra é A Fonte (1917), uma replica de 1964
de Marcel Duchamp.
Artista francês,
Marcel Duchamp nasceu em Blainville, França, a 28 de julho de 1887, e morreu em
Nova York, EUA, em 2 de outubro de 1968.
Duchamp freqüentou a
Academie Julian em Paris, onde pintava quadros impressionistas, segundo ele,
"só para ver como eles faziam isso".
Entre 1913-1915
elabora os "ready-made", isto é, objetos encontrados já prontos, às
vezes acrescentando detalhes, outras vezes atribuindo-lhes títulos arbitrários.
O caso mais célebre é o de "A Fonte", urinol de louça enviado a uma
exposição em Nova York e recusado pelo comitê de seleção. Os títulos são
sugestivos ou irônicos, como "Um ruído secreto" ou
"Farmácia". Detalhe acrescentado em um "ready-made"
célebre: uma reprodução da Gioconda, de Leonardo da Vinci, com barbicha e
bigodes.
Segundo o crítico e
historiador de arte Giulio Carlo Argan, os "'ready-mades' podem ser lidos
como gesto gratuito, como ato de protesto dessacralizante contra o conceito
'sacro' da 'obra de arte', mas também como vontade de aceitar na esfera da arte
qualquer objeto 'finito', desde que seja designado como 'arte' pelo
artista".
Esses "ready-mades" escondem, na verdade, uma crítica agressiva contra a noção comum de obra de arte. Com os títulos literários, Duchamp rebelou-se contra a "arte da retina", cujos significados eram só, segundo ele, impressões visuais. Duchamp declarou preferir ser influenciado pelos escritores (Mallarmé, Laforgue, Raymond Roussel) - e não pretendia criar objetos belos ou interessantes. A crítica da obra de arte se estendia à antítese bom gosto-mau gosto.
Esses "ready-mades" escondem, na verdade, uma crítica agressiva contra a noção comum de obra de arte. Com os títulos literários, Duchamp rebelou-se contra a "arte da retina", cujos significados eram só, segundo ele, impressões visuais. Duchamp declarou preferir ser influenciado pelos escritores (Mallarmé, Laforgue, Raymond Roussel) - e não pretendia criar objetos belos ou interessantes. A crítica da obra de arte se estendia à antítese bom gosto-mau gosto.
A obra de Duchamp,
reduzidíssima, foi menos obra do que uma atitude, um gesto crítico radical, mas
em muitas declarações o artista recusou-se a ser visto como um destruidor. A
atitude crítica de Duchamp ainda repercute, tantos anos depois de suas criações
radicais.
Na opinião de Giulio Carlo Argan, "talvez a obra de Duchamp alquímica por excelência seja toda a sua vida, que serve de modelo para todas as novas vanguardas do segundo pós-guerra, do 'New Dada' às experiências de recuperação do corpo como expressão artística, na intenção de fazer coincidir arte e vida".
Fontes:
Na opinião de Giulio Carlo Argan, "talvez a obra de Duchamp alquímica por excelência seja toda a sua vida, que serve de modelo para todas as novas vanguardas do segundo pós-guerra, do 'New Dada' às experiências de recuperação do corpo como expressão artística, na intenção de fazer coincidir arte e vida".
Fontes:
Enciclopédia Mirador Internacional
- "Arte moderna", Giulio Carlo Argan, Editora Cia. das Letras.
VIVA A ARTE!

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