LAOCOONTE
Laocoonte
![]() |
| Foto: divulgação - Autor desconhecido |
Laocoonte é
uma escultura em mármore, também conhecida como Laocoonte e seus filhos, hoje
ela está exposta no Museu do vaticano, em Roma.
A
estátua representa Laocoonte e seus dois filhos, Antiphantes e Thymbraeus, sendo estrangulados
por duas serpentes marinhas, Um episódio dramático da Guerra de Troia,
relatado na Ilíada de Homero e na Eneida de Virgílio.
Laocoonte,
um sacerdote de Apolo foi o único que pressentiu o perigo que o cavalo de
Tróia, representava para a cidade e que protestou contra a ideia de o levar
para dentro das muralhas. Segundo a lenda, Poseidon, um deus que favorecia
os gregos, enviou então duas serpentes para calar a voz da oposição. O cavalo
acabou por ser levado para Tróia, com as consequências trágicas que se conhece.
O
grupo de Laocoonte é descrito por Plínio o velho, no volume 36 da sua naturais
Historia, como uma obra de arte superior a qualquer pintura ou bronze conhecido
do autor. A escultura encontrava-se então no palácio do Imperador Tito. A
autoria da obra é atribuída por Plínio a Agesandro, Atenodoro e Polidoro, três
escultores da ilha de Rodes. Através do cruzamento desta informação com o
período de vida dos escultores, a estátua fica datada na segunda metade do
século I a.C., mais provavelmente entre 42 e 20 a.C. A escultura
foi provavelmente encomendada por um cidadão romano rico, mas não se sabe
exatamente como foi parar às mãos imperiais. Após esta menção de Plínio, o
grupo de Laocoon desaparece nos 1400 anos seguintes.
No
dia 14 de janeiro de 1506, o romano Felice de Fredi descobriu uma estátua
durante trabalhos de manutenção da sua vinha, localizada na zona das antigas
termas de Tito. A escultura desconhecida estava desfeita em cinco pedaços,
mas todos os habitantes da Roma renascentista sabiam reconhecer uma obra
clássica quando a viam e de Fredi passou a palavra a Giuliano de Sangallo,
arquiteto do Papa Júlio II. Sangallo acorreu ao local da descoberta de imediato
trazendo consigo Michelamgelo Buonarroti, que por coincidência almoçava na sua
casa nesse dia. De imediato, os dois reconheceram a estátua desfeita como o
grupo de Laocoon descrito por Plínio e enviaram a notícia da descoberta a Júlio
II, que comprou a estátua na hora por 4140 ducados.
A
redescoberta do grupo de Laocoonte causou sensação em Roma e a sua apresentação
à cidade como parte da colecção dos jardins do Vaticano foi um acontecimento
social. Felice de Fredi foi recompensado com uma pensão vitalícia de 600
ducados por ano e quando morreu, o seu papel na descoberta da estátua ficou
mencionado no seu túmulo.
Gravura
reproduzindo o grupo de Laooconte com os acréscimos da sua primeira
restauração, antes da descoberta do braço dobrado da figura principal e remoção
das adições renascentistas. Museu Dom João VI.
Apesar
de ser considerada já então uma obra impressionante, o grupo de Laocoonte era
uma estátua incomplet, pois faltava o braço direito da figura do próprio
Laocoonte. A omissão provocou o debate da comunidade artística romana,
polarizado entre duas opiniões: Michelangelo sugeriu que o braço estivesse
dobrado sobre o ombro do personagem, enquanto que a maioria defendia que
estivesse, pelo contrário, distendido numa posição mais heróica. Júlio II
organizou então uma competição informal onde os escultores pudessem propôr a
sua solução para o problema. Rafael, como júri do concurso, acabou por escolher
uma proposta que representava o braço esticado, e a estátua foi completada
desta forma. Em 1957, o verdadeiro braço perdido de Laocoon foi descoberto num
antiquário italiano e, como Michelangelo previra, estava de facto dobrado sobre
o ombro.
O
grupo de Laocoonte depressa se transformou numa celebridade na Europa e
num motivo de cobiça. No âmbito dos tratados assinados com França,
o Papa Leão X prometeu oferecer a estátua ao rei Francisco I da França.
Mas como este papa era um amante de arte clássica, e não pretendia separar-se
da obra prima, encomendou uma cópia ao escultor Braccio Bandinelli, que
acabou por ser o modelo de muitas outras versões menores em bronze. O
tratado com os franceses acabou por não ser cumprido e esta cópia encontra-se
hoje exposta na galeria a Uffizi em Florença.
Em
1799, Napoleão Bonaparte conquistou a Itália e levou o grupo de Laocoonte
para o Museu do Louvre em Paris, como espólio de guerra. A estátua acabou por
ser devolvida ao Vaticano por iniciativa britânica, depois da queda de
Bonaparte em 1816.
O
grupo de Laocoonte foi uma das influências principais nos trabalhos de
Michelangelo posteriores à sua descoberta. O escultor italiano ficou bastante
impressionado com a monumentalidade da escultura e a estética helenística das
personagens, em particular a figura de Laocoonte.
A
estátua foi ainda objeto de comentários da autoria de Winckelmann e Goethe, e
de profundas observações em "Laocoonte", um ensaio de Gotthold
Lessing escrito em 1766, que se tornou um clássico da teoria estética.
Fonte: Wikipedia 2012
Viva a Arte!


Comentários
Postar um comentário