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Mostrando postagens de 2026

EXPOSIÇÃO VÍDEOS DO ACERSO - OLINDA TUPINAMBÁ: IBIRAPEMA

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  EXPOSIÇÃO - OLINDA TUPINAMBÁ: IBIRAPEMA A Sala de Vídeo do edifício Pina Luz exibe o trabalho  Ibirapema  (2022), da artista indígena Olinda Tupinambá (Pau Brasil, BA, 1989). A primeira imagem do filme abre-se como um rito. O litoral não é paisagem: é memória em estado de movimento. Artista indígena dos povos Tupinambá e Pataxó Hã-hã-hãe, Olinda constrói uma prática que não separa tempo, nem linguagem, nem território. Sua obra se move entre ancestralidade e contemporaneidade, como quem recusa fronteiras impostas. Ao entrelaçar jornalismo, documentário, cinema e animação cultural, ela cria fissuras no discurso dominante e faz emergir saberes originários como forças vivas – não como passado, mas como continuidade. Sua produção não pede espaço; ela o reivindica, o tensiona e o reinventa. Em  Ibirapema , Olinda não representa, mas atravessa. Transmuta-se em onça, corpo em passagem, corpo em potência, para habitar encontros que desorganizam certe...

EXPOSIÇÃO – PAULO PEDRO LEAL: TRÁGICO SUBÚRBIO

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  EXPOSIÇÃO – PAULO PEDRO LEAL: TRÁGICO SUBÚRBIO A primeira exposição institucional de Paulo Pedro Leal (1894 – 1968), pintor brasileiro autodidata, apresenta a obra deste artista que se dedicou à representação de cenas de guerras e conflitos sociais, de ritos da umbanda e paisagens rurais, e cuja vida reflete diversos aspectos da modernidade no país. A mostra reúne mais de 50 pinturas realizadas entre as décadas de 1950 e 1960, em conjunto de trabalhos que demonstram o interesse de Leal pelas contradições que estruturaram o processo de modernização do Rio de Janeiro. Paulo Pedro Leal passou anos vendendo suas obras no Passeio Público, no centro do Rio de Janeiro. O artista se identificava como “pintor espiritual” e viveu às margens do circuito institucional da arte brasileira do século 20, até que em 1953 o marchand e galerista Jean Boghici passou a comercializar seus trabalhos. Sua produção artística inclui pintura histórica, paisagem,  natureza-morta, cenas de macumba e...

EXPOSIÇÃO - ALICE YURA: UM ATO FOTOGRÁFICO

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EXPOSIÇÃO - ALICE YURA: UM ATO FOTOGRÁFICO Divulgação Pina Contemporânea A Pina Contemporânea traz a mostra individual da artista Alice Yura: um ato fotográfico a partir do dia 11 de abril de 2026. A exposição toma a fotografia como meio e campo expandido, articulando ensaios visuais recentes de Yura a um robusto conjunto documental herdado por ela, o que a permite desdobrar investigações em torno da memória, da autobiografia e da cultura visual. A partir do entendimento de que a fotografia parte da pluralidade, a mostra é estruturada a partir de dois ensaios de Yura. Neles, o corpo da artista apresenta-se como ponto de encontro entre seus dois núcleos familiares. A partir deles, Alice Yura explora temas como ancestralidade, imigração e papéis de gênero. “Um ato fotográfico” também se estende em um espaço de ativação: um estúdio fotográfico, instalado no centro do espaço expositivo, convida o público a posar e produzir imagens. Ao longo do primeiro mês em cartaz, Alice Yura coman...

EXPOSIÇÃO: FABULAÇÕES DE GILVAN SAMICO

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  EXPOSIÇÃO: FABULAÇÕES DE GILVAN SAMICO Divulgação - MAC USP O pernambucano Gilvan Samico (1928–2013) é reconhecido como um dos grandes mestres da gravura brasileira do século XX. Sua trajetória esteve profundamente ligada ao resgate da cultura popular de seu estado natal, seja como um dos fundadores do Atelier Coletivo, seja pela proximidade com o escritor e dramaturgo Ariano Suassuna (1927–2014), criador do Movimento Armorial no Recife. Antes disso, ainda nos anos 1950, Samico realizou importantes incursões entre São Paulo e Rio de Janeiro, estabelecendo diálogos decisivos com artistas como Lívio Abramo (1903–1992) e Oswaldo Goeldi (1895–1961), além de um círculo de intelectuais que, assim como Suassuna, o aproximaram de referências eruditas nacionais e internacionais. Sua obra se consolidou, assim, como uma síntese singular entre o erudito e o popular . Apesar da ampla visibilidade e da presença em acervos e exposições no Brasil e no exterior, ainda há muito a ser pesquisado ...

Juçara Marçal apresenta espetáculo inspirado na obra de Agnès Varda

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  Juçara Marçal apresenta espetáculo inspirado na obra de Agnès Varda Foto Divulgação - IMS Nos dias 7 e 8 de abril (terça e quarta), às 19h30, o IMS Paulista promove um espetáculo que combina cinema, fotografia e música a partir da obra da cineasta Agnès Varda. A cantora e compositora Juçara Marçal conduz a apresentação, no cinema do centro cultural, ao lado dos músicos Kiko Dinucci e Juliana Perdigão. Com entrada gratuita, o espetáculo inclui a exibição dos curtas  A Ópera-Mouff e (1958) e  Os Panteras Negras  (1968), seguida de intervenções musicais que dialogam com as imagens e os temas dos filmes. No repertório, Juçara interpreta canções de artistas como Brigitte Fontaine e Toto Bissainthe, além de composições próprias e de autores brasileiros. A apresentação também incorpora a projeção de fotografias de trabalhos de Varda, como  Saudações, cubanos!  (1963) e  La Pointe-Courte  (1954), criando conexões entre o un...

Exposição “Olhar Negro, Negro Olhar” que celebra a fotografia negra da Bahia

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  Exposição “Olhar Negro, Negro Olhar” que celebra a fotografia negra da Bahia Foto: Divulgação - Exposição “Olhar Negro, Negro Olhar” A exposição “ Olhar Negro, Negro Olhar — Antologia da Fotografia Negra da Bahia ”, que apresenta um panorama sensível e poético da fotografia produzida no estado. Com a curadoria de Bené Fonteles e organização e pesquisa de Marcelo Reis, a mostra reúne nomes consagrados e novos talentos que retratam a riqueza cultural e espiritual da Bahia por meio do olhar sobre a negritude. Após passar por Brasília, a exposição chega à capital paulista com mais de 90 fotografias de 23 artistas visuais, entre eles Pierre Verger, Mário Cravo Neto, Miguel Rio Branco, Christian Cravo, Ayrson Heráclito, Adenor Gondim e Zélia Gattai. O conjunto propõe um diálogo entre gerações e perspectivas distintas de fotógrafos profundamente ligados às tradições afro-brasileiras a outros que, mesmo de fora desse universo, dedicaram suas lentes à presença negra na formação cul...

EXPOSIÇÃO: Pluralidades insulares: arte latino-americana e caribenha no acervo do BID

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  EXPOSIÇÃO: Pluralidades insulares: arte latino-americana e caribenha no acervo do BID Kika Carvalho | Sem título | 2021| Brasil Entre 18 de março e 5 de julho, a Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp (CCF) recebe a exposição  Pluralidades insulares: arte latino-americana e caribenha no acervo do BID . É a primeira vez que a coleção do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) é reunida fora de sua sede, em Washington, nos Estados Unidos. São 157 obrasdos 26 países mutuários do BID. E nomes consagrados, como Tomie Ohtake (Brasil), Olga de Amaral (Colômbia), Benito Quinquela Martín (Argentina), Diego Rivera (México) e Fernando de Szyszlo (Peru). Também está presente uma geração mais jovem de artistas que conquistou reconhecimento internacional mais recentemente, como Kika Carvalho (Brasil), Ad Minoliti (Argentina), Rember Yahuarcani (Peru), Claudia Casarino (Paraguai) e Sheena Rose (Barbados)., com...

EXPOSIÇÃO: Samuel de Saboia – Introdução ao Infinito

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  EXPOSIÇÃO: Samuel de Saboia – Introdução ao Infinito Samuel de Saboia – Introdução ao Infinito apresenta, no Farol Santander, a primeira grande mostra individual no Brasil do artista pernambucano nascido em 1998, com trajetória internacional e passagens por instituições como o Los Angeles County Museum of Art e a Kunsthalle Zürich. Sua pintura transforma tensões da existência em campos de energia, onde corpos, símbolos e palavras se entrelaçam como cartografias de memória, espiritualidade e imaginação. Reunindo obras inéditas concebidas especialmente para a exposição, a mostra articula pintura, curadoria e tecnologia para ampliar a experiência sensorial. Em uma sala imersiva criada pela AYA Studio, as telas se expandem no espaço, revelando o que já pulsa na pintura como organismo vivo em permanente transformação.   Pesquisa: Sidnei Luciano Gouveia Foto Divulgação (março/2026): Farol Santander Fonte: Farol Santander 📍 Endereço: Rua João Brícola,24, Centro - São...

EXPOSIÇÃO: Leonardo Finotti – São Paulo, Multiplicidade

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  EXPOSIÇÃO: Leonardo Finotti – São Paulo, Multiplicidade A CAIXA Cultural São Paulo recebe a exposição Leonardo Finotti – São Paulo, Multiplicidade, mostra individual do fotógrafo e arquiteto Leonardo Finotti, com curadoria de Agnaldo Farias. Por meio de dez séries, o trabalho de Finotti convida o público a mergulhar em diferentes olhares sobre a cidade, a arquitetura e os modos de habitar.  Um panorama sensível e crítico sobre São Paulo e outros territórios urbanos, com os temas: São Paulo vertical, habitar Mendes da Rocha, marketscapes, necropoli[s]tics, pelada, re:favela, latinitudes, diálogos tropicais, verAcidade e brutiful. O trabalho de Finotti cria “frestas” que permitem perceber o real nos detalhes muitas vezes invisíveis no cotidiano urbano. O resultado é uma exposição que propõe novas formas de enxergar São Paulo, em constante transformação. Sobre Leonardo Finotti Nascido em Uberlândia (MG), em 1977, é formado em Arquitetura pela UFU e atua...

Exposição: Solidão Coletiva

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  Exposição: Solidão Coletiva A exposição “Solidão Coletiva”, de Júlio Bittencourt, inédita na CAIXA Cultural São Paulo, reúne oito séries fotográficas produzidas pelo artista entre 2016 e 2023. A abertura será no dia 3 de março e a mostra fica em cartaz até 12 de julho. Com curadoria de Guilherme Wisnik e expografia de Daniela Thomas, a mostra propõe uma reflexão visual sobre as contradições da sociedade contemporânea e os modos de existência em um mundo cada vez mais povoado, acelerado e regulado. Os grupos retratados aparecem imersos em rotinas produtivas, seja em pequenas residências, seja em gestos ou em hábitos cotidianos. Assim, o artista revela tensões silenciosas entre convivência, isolamento e repetição. O conjunto é resultado de um extenso processo de observação realizado em grandes centros urbanos como São Paulo, Nova York, Tóquio, Mumbai, Pequim e Jacarta. Estas cidades sintetizam dinâmicas contemporâneas de convivência, densidade e circu...

EXPOSIÇÃO: Debret em questão - olhares contemporâneos

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EXPOSIÇÃO: Debret em questão - olhares contemporâneos De 25/11/25 a 17/05/2026 De terça a domingo, das 10h às 17h (com permanência permitida até às 17h30).  Salão de exposições temporárias Confrontando o século 19 (1801-1900) e o século 21 (2001-2100), França e Brasil, a pintura histórica e as novas mídias que caracterizam a produção artística atual,  Debret em questão: olhares contemporâneos  revisita o legado do pintor, em especial a obra  Voyage pittoresque et historique au Brésil  [Viagem pitoresca e histórica ao Brasil], a partir do olhar de uma geração efervescente de artistas hoje em atividade no país. A exposição, realizada sob curadoria de Jacques Leenhardt e Gabriela Longman, integra a Temporada França–Brasil 2025, que celebra os 200 anos de relações diplomáticas entre os dois países. Foi apresentada em versão mais sucinta na Maison de l’Amérique Latine, em Paris, entre abril e outubro de 2025.   Pesquisa: Sidnei Luciano Gouveia...

CONVITE | Boca do Sertão: Irineu Nje’a Terena | A partir de 28 de março

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 EXPOSIÇÃO:  Boca do Sertão: Irineu Nje’a Terena Boca do Sertão: Irineu Nje’a Terena A mostra artística  Boca do Sertão  é um gesto de travessia e enfrentamento. Nasce de uma terra marcada pelo silêncio forçado, onde os trilhos da história foram lançados sobre corpos indígenas e a promessa de progresso calou vozes ancestrais. A expressão “boca do sertão” carrega o peso simbólico de fronteira: entre o urbano e o território originário, entre o domínio da cidade e o mistério da mata, entre o lucro e a cosmovisão ancestral. É nesse limiar que a exposição se inicia — como quem cruza o último ponto habitado antes de adentrar o invisibilizado. Historicamente, o interior paulista foi palco da chamada “pacificação” dos Kaingang, iniciada em 1912 como parte da ofensiva estatal para garantir a construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil. Sob esse eufemismo, escondem-se estratégias brutais de contenção, remoções forçadas e apagamentos culturais. Aproximadamente oi...

Arte: expressão, sensibilidade e amor

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  Arte: expressão, sensibilidade e amor No dia 20 de janeiro de 2010, dei início a um projeto que transformaria minha forma de ver o mundo: criei um blog dedicado à arte. Desde então, venho compartilhando conteúdos sobre as mais diversas manifestações artísticas — da arte plástica à música, da fotografia à escultura, da dança a tantas outras formas de expressão que nos conectam com o que há de mais profundo em nós. A arte, para mim, é mais do que estética. Ela é um complemento da vida, uma forma de enxergar o mundo com sensibilidade e significado. É uma manifestação de gosto, visão e, acima de tudo, criatividade. Ao longo dessa jornada, tive a oportunidade de conhecer artistas que, com suas almas elevadas, transformam emoções em algo palpável — criando paixão, amor e inspiração. Ser artista é sentir de maneira diferente. É traduzir emoções em poesia, em sons, em imagens. É como uma melodia silenciosa que, mesmo sem palavras, encanta os sentidos e toca profundamente quem a experimen...

EXPOSIÇÃO: CLARA NUNES - EU SOU A TAL MINEIRA

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  EXPOSIÇÃO: Clara Nunes - Eu Sou a Tal Mineira Fruto de uma parceria entre o Museu da Moda e o Instituto Clara Nunes, a exposição "Clara Nunes - Eu Sou a Tal Mineira" percorre a carreira da cantora desde o início, em, até sua consagração nacional e internacional. A mostra destaca a influência da moda na carreira da artista, explorando 50 figurinos e adereços originais que serão exibidos pela primeira vez em conjunto. Ocupando os dois andares do Museu , os figurinos estão entrelaçados com documentos, objetos, adereços, recortes de jornais e fotografias, apresentando a trajetória da artista e sua imbricada relação com a cultura brasileira e a religiosidade de matriz africana. Clara Nunes foi a primeira mulher a vender mais de 400 mil cópias com o LP "Alvorecer", ganhando seu primeiro Disco de Ouro. A cantora abriu caminhos para outros artistas e deixou sua marca inconfundível na cena musical brasileira. A exposição é belíssima, pois une uma grande quantidade das ve...

MUSEU GERDAL

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  MUSEU GERDAL MM GERDAU – MUSEU DAS MINAS E DO METAL Aberto ao público desde 22 de junho de 2010, o MM Gerdau se consolidou como uma instituição reconhecida no setor cultural do país. Já são mais de 1 milhão e 800 mil pessoas que visitaram o Museu neste período, com acesso gratuito e informações acessíveis sobre os patrimônios cultural e geológico de Minas Gerais e do Brasil. É um museu de ciência e tecnologia que conta a história da mineração e da metalurgia por meio de personagens históricos e fictícios, de maneira lúdica e interativa.  Ele abriga importante patrimônio geológico do país, oriundo do extinto museu municipal “Museu de Mineralogia Professor Djalma Guimarães”, com cerca de 4 mil amostras minerais, além de duas coleções particulares, de dois renomados e já falecidos colecionadores, Manfredo Kayser e Luiz Menezes, com cerca de 1,5 mil amostras minerais brasileiras. O MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal está localizado no histórico Prédio Rosa, na Praça da L...