EXPOSIÇÃO: FABULAÇÕES DE GILVAN SAMICO

 EXPOSIÇÃO: FABULAÇÕES DE GILVAN SAMICO



Divulgação - MAC USP


O pernambucano Gilvan Samico (1928–2013) é reconhecido como um dos grandes mestres da gravura brasileira do século XX. Sua trajetória esteve profundamente ligada ao resgate da cultura popular de seu estado natal, seja como um dos fundadores do Atelier Coletivo, seja pela proximidade com o escritor e dramaturgo Ariano Suassuna (1927–2014), criador do Movimento Armorial no Recife. Antes disso, ainda nos anos 1950, Samico realizou importantes incursões entre São Paulo e Rio de Janeiro, estabelecendo diálogos decisivos com artistas como Lívio Abramo (1903–1992) e Oswaldo Goeldi (1895–1961), além de um círculo de intelectuais que, assim como Suassuna, o aproximaram de referências eruditas nacionais e internacionais. Sua obra se consolidou, assim, como uma síntese singular entre o erudito e o popular.

Apesar da ampla visibilidade e da presença em acervos e exposições no Brasil e no exterior, ainda há muito a ser pesquisado sobre sua trajetória, sua produção e suas práticas, especialmente no campo da xilogravura. Até recentemente, o MAC USP possuía apenas duas obras de Samico: Comedor de folhas (1962, adquirida após sua participação na VII Bienal de São Paulo, em 1963) e A queda (1992, doada pela Associação dos Amigos dos Museus Castro Maya).

O Comedor de Folhas. 1962 - Gilvan Samico

Em 2023, o Museu recebeu com enorme satisfação a doação de 46 obras do artista, oferecidas pelo casal Vivianne e Joaquim Falcão. A coleção, fruto de uma longa amizade e convivência com Samico em Olinda, reflete sua trajetória e as transformações de sua produção. As obras selecionadas para o MAC USP abrangem, assim, todo o arco de sua vida artística, incluindo exemplos excepcionais para o estudo de suas práticas, como dois desenhos e duas águas-fortes aqui presentes.


A queda. 1992 - Gilvan Samico

Entre os destaques, encontra-se outra tiragem de Comedor de folhas, que permitirá investigar o uso de cores, pigmentos e papéis empregados pelo artista. Ao escolher o MAC USP como destino desse conjunto, o casal Falcão ressaltou a relevância do Museu por seu caráter universitário — um espaço de pesquisa e formação capaz de aprofundar os estudos sobre a obra de Gilvan Samico.


Curadoria de Ana Magalhães



Pesquisa: Sidnei Luciano Gouveia
Foto Divulgação (abril/2026): MAC USP
Fonte: Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC USP
📍 Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral,1301, Vila Mariana - São Paulo - SP, Brasil
📞 Contato: +55 (11) 2648-0254
🔗 http://www.mac.usp.br/mac/








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