A ARTE DO TUNGA
TUNGA
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| Foto: Autor desconhecido |
Antônio José de Barros
de Carvalho e Mello Mourão, conhecido como Tunga, Nascido em Palmares/PE - Brasil em 1952. Desenhista,
Escultor e artista performático.
| Galeria True Rouge - Tunga, 1997 |
Um Artista contemporâneo Brasileiro, Tunga realiza seus trabalhos investigando
áreas do conhecimento como a literatura, filosofia, psicanálise, teatro, além
de disciplinas das ciências exatas e biológicas.
| Exposição TUNGA - Divulgação |
Filho
do escritor Gerardo de Mello Mourão, Tunga conhece o modernismo brasileiro
muito cedo. Inicia sua carreira nos primeiros anos da década de 1970. Na época,
faz desenhos e esculturas. Traça imagens figurativas com temas ousados, como na
série Museu da Masturbação Infantil (1974). Na segunda metade da década,
realiza peças tridimensionais e instalações. Utiliza correntes, lâmpadas, fios
elétricos e materiais isolantes, como o feltro e a borracha. Os elementos são
bem cuidados formalmente e têm desenho elegante. O artista busca relações
fortes entre os diferentes materiais. Como na obra do artista alemão Joseph
Beuys (1921-1986), a justaposição deles busca modificar o seu sentido
simbólico. Nas peças de feltro, feitas entre 1977 e 1980, sugere relações de
troca de energia entre as partes da obra. O tecido envolve os fios e circunda
uma lâmpada. A comunhão dos dois insinua a criação de uma fonte de energia.
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| Exposição TUNGA - Divulgação |
Em
1980, monta a instalação Ao, em que mostra um filme feito em uma
seção curva do túnel Dois Irmãos, no Rio de Janeiro. O trecho se repete, como
se a câmera andasse em círculos pelo trajeto, sem encontrar saída e nem
entrada. O artista sugere uma estrutura circular no interior de uma rocha, sem
comunicação com o espaço exterior. Segundo o crítico de arte Carlos Basualdo,
"Tunga declara que o processo de realização desta obra o conduziu para bem
longe de suas intenções iniciais, internando-o em uma série talvez tão infinita
quanto o próprio túnel de relatos enigmáticos e descobertas quase
arqueológicas".
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| Foto: Divulgação |
Depois
dessa obra, seguiram-se vários outros trabalhos, em que explora peças com
feição de curiosos achados da arqueologia ou das ciências naturais. Em Les
Bijoux de Mme. Sade (1983),
Tunga constrói um círculo de metal com a forma de um osso. O interesse pela
aberração arqueológica é conjugado ao gosto por formas herméticas. Nos anos de
1980, cria outras situações fantásticas, como Vanguarda Viperina (1986) eXipófagas Capilares Entre Nós (1985). Em ambos, tenta extrair
sentidos simbólicos de situações que se desviam da normalidade. Naquele
momento, as obras passam a se referir umas às outras. O artista
descreve seu trabalho como "um conjunto de trabalhos; onde um sempre
leva ao outro, como se entre eles existisse um ímã".2 Este caráter auto-referente é
enfatizado no vídeo Nervo de Prata (1987), feito em parceria com Arthur Omar (1948). No filme, as obras
repercutem umas nas outras, constituindo um universo à parte.
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| Foto: Divulgação |
Segundo
Carlos Basualdo, Tunga, em 1989, define seu projeto estético como:
"redefinir a escultura já não só como o volume estático, mas também como o
agrupamento destas formas em expansão e a relação entre elas". Em Lizarte (1989), esse campo de relações entre
diferentes materiais é constituído com objetos recorrentes na poética do
artista. Reaparecem os cabelos, os tacapes, o ímã e as tranças. Na década de
1990, as relações energéticas entre metais diferentes e a recorrência de
figuras de um repertório são cada vez mais freqüentes na obra do artista. A
relação violenta entre os ímãs ressurge emLúcido
Nigredo (1999). A
partir dessa década, a expansão das peças muitas vezes é conquistada na
interação do trabalho tridimensional com as performances, como emInside Out, Upside
Down (Ponta Cabeça) (1994/1997)
e Resgate (2001).
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| Exposição TUNGA - Divulgação |
www.tungaoficial.com.br
www.itaucultural.org.br
BASUALDO, Carlos. Uma vanguarda viperina. In: TUNGA. Tunga: 1977-1997. Miami: Museum of Contemporary Art, 1998. p. 42.
VIVA A ARTE!





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