5 de fev de 2014

A ARTE DO JAPONÊS HAROSHI

 HAROSHI

Haroshi (Foto: Divulgação)

Haroshi, artista plástico japonês,  que utiliza pranchas de skate para criação de esculturas tridimensionais. Suas obras são destacadas em mosaicos de cores quentes e vibrantes.

Big Apple (Foto: Divulgação)

Haroshi é capaz de otimizar o uso da madeira e reduzir o peso da escultura trabalhando com 90% das peças em sobreposição de camadas. O artifício é inteligente e as esculturas têm uma veia pop bem saliente, talvez pela textura gerada com a mistura de cores.

Moose - 2010 (Foto: Divulgação)

O artista japonês Haroshi é o responsável por estas peças de arte. Apaixonado pelo skateboard desde a adolescência, interessa-se por todos os pormenores deste desporto radical, principalmente pelos detalhes da prancha: desde as formas côncavas, às rodas de plástico e metal.

Tatto Bear - 2009 (Foto: Divulgação)

Relutante em deitar fora as pranchas velhas e partidas, Haroshi começou a coleccioná-las. Daí a decidir usá-las para o seu trabalho foi apenas um pequeno passo. Hoje, elas tornaram-se o seu instrumento de comunicação e a essência da sua identidade artística. Para construir uma destas peças tridimensionais, o artista utiliza e empilha várias camadas de pranchas curvas, que divergem em forma (dependendo da fábrica, da marca e do modelo). Com experiência, Haroshi começou a dominar esta técnica difícil e consegue hoje diferenciar todos estes tipos de pranchas. Quando escolhe quais usar para cada trabalho, é altura de cortá-las, dar-lhes forma e sentido e poli-las.

Big Apple (Foto: Divulgação)

O processo usado pelo artista é inspirado na técnica tradicional japonesa de esculpir Budas, em que 90% das peças resultam da sobreposição de camadas de madeira de forma a poupar material e reduzir o peso da estátua. Haroshi inspirou-se também no artista japonês do século XII, Unkei, que colocava uma bola de cristal no interior das suas estátuas de Buda, no local onde deveria estar o coração. Por isso, as suas peças têm uma peça de skate partida no seu interior, invisível do exterior. Escolhida da enorme colecção do artista, este pormenor dá alma às suas criações.

Series Mario, 2009  (Foto: Divulgação)

O trabalho de Haroshi tem sido mostrado em várias exposições em diferentes pontos do mundo, a última das quais na Jonathan Levine Gallery, em Nova Iorque. Nesta galeria a sua colecção foi apresentada com o título "Future Primitive", aludindo às raízes tradicionais nipónicas e ao carácter contemporâneo das peças, que usam uma matéria-prima do século XXI e representam imagens presentes na cultura pop, como o Super Mario ou a maçã da Apple.

Screaming my  hand - 2010 (Foto: Divulgação)

Fonte:



VIVA A ARTE!

BY LUGOUV

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