23 de mai de 2013

A ARTE WESLEY DUKE LEE

Wesley Duke Lee



Wesley Duke Lee, Nascido na cidade de São Paulo, em 21 de dezembro de 1931. Artista Plástico, Desenhista, Gravador, Pintor e Professor.Focava seus trabalhos em contextos críticos sócio-políticos, o erotismo e na utilização de materiais e práticas inovadoras, relacionando suas técnicas usuais às novas tecnologias, intervindo na percepção real da ideologia na produção.

Wesley Duke Lee  -É Assim Mesmo , 1977 
Reprodução fotográfica de Rômulo Fialdini/Vicente de Mello



Com seu raciocínio gráfico, nascido da experiência com a publicidade, reflete-se na sensibilidade em onter com a cor e o desenho uma expressividade que de uma só vez é de forte atração visual e, por isso mesmo, reforça certas charadas visuais propostas ao espectador. 

Wesley Duke Lee  - Birgitta Pensando , 1966  

Coleção Pietro Maria Bardi  - Reprodução fotográfica Romulo Fialdini



“Sou um artesão de ilusões. O que realmente me interessa é a qualidade da ilusão. Se você conseguir atravessar o espelho e tiver a coragem de olhar para trás, você não vai ver nada” 
W.D.L


BIOGRAFIA


Wesley Duke Lee - Era neto de norte-americanos e portugueses, nasceu na cidade de São Paulo, em 21 de dezembro de 1931.

Em 1951, começou a estudar desenho livre no MASP. No ano seguinte, foi estudar nos EUA, na Parson´s School of Design e na American Institute of Graphics Arts , na cidade de Nova York, onde estudou até 1955. Enquanto esteve nos EUA entrou em contato com as manifestações da Pop Art norte-americana influenciada pelo trabalho de artistas como Robert-Rauschenberg, Jasper Johns e Cy Twombly.

Wesley Duke Lee  - Cedric Ferrugem , 1964  - Série dos Cavaleiros do Eclipse  
Coleção Sérgio Mendes  - Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Retornou ao Brasil, depois viajou à Europa com o seu mestre Karl Platner até o ano de 1960, principalmente na Itália e na Áustria. Esteve em Paris para estudar na Academie de la Grande Chaumière e no ateliê de Johnny Friedlaender, colaborou em trabalhos publicitários, num dos quais foi premiado com o Oscar de La Publicité Française no ano de 1961, logo largaria a publicidade para se aprofundar no mundo das artes.
Retornou novamente ao Brasil em 1963, iniciou trabalho com jovens artistas e lançou “O Grande Espetáculo das Artes” em São Paulo, uma espécie de inauguração do happening no Brasil. Em 1966, participou da fundação do Grupo Rex.
Em 1963, cria o movimento realismo mágico, com Maria Cecília (1928), Pedro Manuel-Gismondi (1925-1999), Otto Stupakoff (1935-2009) e Carlos Felipe Saldanha. O aspecto figurativo do movimento é uma alternativa à academicização do abstracionismo no Brasil.

Wesley Duke Lee  
A Borboleta , 1976 
Reprodução fotográfica autoria desconhecida
Ainda em 1963, ensina artistas como Carlos Fajardo (1941), Frederico Nasser (1945), José Resende (1945) e Luiz Paulo Baravelli (1942). Wesley Duke Lee trabalha intensamente com esses alunos, por cerca de dois anos.
No período, o trabalho do pintor sai do plano e ganha o espaço tridimensional. Obras como O Trapézio ou Uma Confusão, 1966 e O Helicóptero, 1967 já se articulam como ambientes.
Com a colaboração de Otto Stupakoff criou uma feira industrial de ambientes e instalações, que foi selecionada para a exposição da 44ª Bienal de Veneza. No ano de 1964, recebeu a menção honrosa da 43ª Annual Exhibition of Advertising Art and Design e o prêmio Ampulheta na Biblioteca Municipal de São Paulo.

Wesley Duke Lee - Hoje É Sempre Ontem , dia e mês desconhecidos 1972  
Série da Formação de um Povo IV  -  Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM RJ

Durante o Golpe Militar foi detido, e partir de então passou a pintar contra a ditadura. Ingressou no Grupo Phases a convite de Walter Zanini. Foi professor de desenho na Faculdade de Arquitetura do Mackenzie, na Escola de Desenho Industrial de Ribeirão Preto e na pós-graduação da Universidade do Sul da Califórnia em Irvine.
Em Los Angeles, participou do projeto Art and Technology, no Los Angeles County Museum of Art. Em Nova York, realizou suas primeiras obras com técnicas de cópia no Centro de Reprodução Xérox. Foi um profundo pesquisador das técnicas de fotocópias, vídeo e polaroid.
Em 1976, recebeu o prêmio de Melhor Pintor Paulista.

Wesley Duke Lee  - Salut à L'Amitié , 1976 
Reprodução fotográfica autoria desconhecida
Em 1979, ele realizou no Centro de Reprodução Xerox, em Nova York, as primeiras experiências com a técnica, que resultaram nos 400 originais da série “Papéis”. A partir disso, Wesley Duke Lee passou a pesquisar outras possibilidades do xerox, do vídeo, polaroid e demais formas de reprodução eletrônica da imagem.
São de autoria de Wesley Duke Lee dois painéis de 240 metros exibidos no metrô de São Paulo. Feitos em 1990/1991, as obras da série “Os Trabalhos de Eros” reproduzem pinturas da história da arte no Brasil.
Entre suas principais premiações destacam-se as da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) –de melhor pintor paulista do ano (1976) e de exposição retrospectiva de 1993, recebida em 1994.
Wesley Duke Lee se dizia influenciado pelo movimento dadaísta europeu — que resultou na pop art americana –, e pela publicidade, sobretudo pelas cores puras que fazia uso em suas obras. Em um vídeo publicado na Enciclopédia Itaú Cultural Artes Visuais, declarou: “Sou um artesão de ilusões. O que realmente me interessa é a qualidade da ilusão. Se você conseguir atravessar o espelho e tiver a coragem de olhar para trás, você não vai ver nada”.
O artista plástico faleceu no dia 12 de setembro de 2010 em São Paulo, em consequência de complicações respiratórias, provenientes do Mal de Alzheimer que sofria.
Fonte: 
  1. http://www.mercadoarte.com.br
  2. http://www.itaucultural.org.br

 Wesley Duke Lee - 
A Zona: As Considerações [The Zone: the Considerations] , 1968 
Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM/RJ (Rio de Janeiro RJ) 


Viva a Arte!

By Lugouv.

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