2 de abr de 2012

A ARTE DE VICTOR BRECHERET

Victor Brecheret



O escultor Victor Brecheret, considerado o pioneiro do modernismo na escultura brasileira, iniciou sua formação artística em 1912, estudando desenho, modelagem e entalhe em madeira no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo.

De 1913 a 1919, viajou a estudo para Roma, onde foi aluno do escultor Arturo Dazzi (1881-1966). Foi influenciado por mestres renascentistas, pelo impressionista
Rodin e por Mestrovic.

 




Retornou a São Paulo em 1919, tendo trazido idéias de uma escultura moderna e instalou seu ateliê no Palácio das Indústrias, em sala cedida por Ramos de Azevedo.

No ano seguinte, conheceu os escritores

Oswald de Andrade e Mario de Andrade e o pintor Di Cavalcanti, que passaram a divulgar sua obra. Em 1921, com bolsa do governo de São Paulo, viajou a Paris para estudar. Um ano depois, mesmo ausente do país, participou da Semana de Arte Moderna, com 12 esculturas.


Foto: Sidnei Lugouv


Quando na capital francesa, entrou em contato com os escultores Henry Moore, Emile Antoine Bourdelle, Aristide Maillol e Constantin Brancusi. É clara a influência de Brancusi no que diz respeito às superfícies uniformes e à concisão dos volumes. Também nessa época, a produção de Di Cavalcanti passou por um processo de simplificação das formas.


Brecheret alternou sua estada entre França e Brasil até 1936. Em 1925 foi premiado no Salão da Sociedade dos Artistas Franceses. Em 1936 iniciou a execução do Monumento às Bandeiras, cujo anteprojeto data de 1920, obra inaugurada em 1953 na Praça Armando Salles de Oliveira, em São Paulo.





A geometrização das formas é uma característica marcante na produção de Brecheret a partir de 1923. É possível notar em alguns de seus projetos, após seu retorno ao Brasil, a assimilação de temas e características formais relacionadas às culturas indígenas. A partir do final dos anos 40, o índio brasileiro passou a ser presença importante na escultura de Victor Brecheret.


Percebemos claramente uma mulher segurando uma criança no colo, ainda que as formas não sejam tão definidas, ou seja, elas são simplificadas. Também é possível perceber desenhos no corpo da índia. Com esses desenhos, Brecheret resgata a tradição indígena dos grafismos.


Foto: Sidnei Lugouv - Pinacoteca - São Paulo/SP - Brasil
   
Brecheret participou das 25ª e 26ª Bienais de Veneza (1952 e 1950), e das 1ª, 3ª e 4ª Bienais de São Paulo. Na Bienal de 1951, recebeu o prêmio de Melhor Escultor Nacional.

Existem mais de 20 obras de Victor Brecheret em locais públicos, principalmente na cidade de São Paulo, incluindo quatro obras suas em cemitérios - duas no Cemitério da Consolação, uma no do Araçá e outra no Ceniterio São Paulo.        

    

Texto: Valéria Peixoto de Alenca




Viva a Arte!
By Lugouv.

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