A ARTE DE SIDNEI LUGOUV - Edição OLHAR
Olhar
Sidnei Lugouv
Sidnei Lugouv
Um animal é selvagem até o momento em que seja posto em cativeiro, assim, sua essência se vai... E perderá sua identidade.
Alexsander Bengaly
| Foto: Sidnei Lugouv - (Abra a Porta para felicidade) |
Povos livres, lembrai-vos desta máxima: A liberdade pode ser conquistada, mas nunca recuperada.
Jean Jacques Rousseau
| Foto: Sidnei Lugouv - (Não Cultive Vidas dentro de Gaiolas) |
Para o poeta, o fim de cada poema escrito é como mais uma fuga do cativeiro
José Silveira
| Foto: Sidnei Lugouv (Não Cultive Vidas dentro de Gaiolas) |
Compreendemos melhor o valor da liberdade quando já estivemos em cativeiro, tenha sido ele físico ou psicológico...
Andréa Petry
| Foto: Sidnei Lugouv (HELP!) |
Mimética
Sou da mata, não me acerto na cidade.
Defendo-me do cativeiro de concreto,
Num desejo violento de liberdade.
Desamarroto as asas do pensamento,
Extrapolo pés automotivos, passivos,
Sedentos... Olhos de onça pintada, radar de morcego,
Patas de guará correm no cimento.
Naturalmente anti-cibernética, instintiva, apelativa,
Permissiva... Sou bicho-palha, macaco-prego,
Saci de duas pernas, Caipora, trilha refrescante.
Toda mata vive no meu corpo, plagas verdejantes.
Em mim vivem formas selvagens,
Sonhos que devoram ansiedade, viragens:
Bosque de mil segredos e folhagens.
Minh’alma ponteia verde estandarte.
Disfarçada na anacrônica Campinas fumegante,
Sou anti-vigas de aço, primitivamente blindada.
Naco de floresta oculta por pele esbranquiçada.
Mimética, simbiótica, defendo-me da morte.
Mas se um talho, um corte...
Verão que é seiva meu suporte.
Sou da mata, não me acerto na cidade.
Defendo-me do cativeiro de concreto,
Num desejo violento de liberdade.
Desamarroto as asas do pensamento,
Extrapolo pés automotivos, passivos,
Sedentos... Olhos de onça pintada, radar de morcego,
Patas de guará correm no cimento.
Naturalmente anti-cibernética, instintiva, apelativa,
Permissiva... Sou bicho-palha, macaco-prego,
Saci de duas pernas, Caipora, trilha refrescante.
Toda mata vive no meu corpo, plagas verdejantes.
Em mim vivem formas selvagens,
Sonhos que devoram ansiedade, viragens:
Bosque de mil segredos e folhagens.
Minh’alma ponteia verde estandarte.
Disfarçada na anacrônica Campinas fumegante,
Sou anti-vigas de aço, primitivamente blindada.
Naco de floresta oculta por pele esbranquiçada.
Mimética, simbiótica, defendo-me da morte.
Mas se um talho, um corte...
Verão que é seiva meu suporte.
Stella de Sactis
| Foto: Sidnei Lugouv (Liberdade par as Aves) |
Viva a Arte!
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