4 de jan de 2012

A ARTE DE SIDNEI LUGOUV - Edição: Postes Históricos de São Paulo.

Sidnei Lugouv - Postes Históricos de Sampa.


Hoje completa 1 anos que eu publiquei meu primeiro post aqui no Blog LUGOUV+ART, Referenciando a Arte e todas as expressões e manifestações Artísticas  Agradeço todas as visitas e espero ter levado um pouco de conhecimento do MUNDO DA ARTE.


E d i ç ã o                    E s p e c i a l  


Postes  Históricos  de  São Paulo

Foto: Sidnei Lugouv - Edição Poste Históricos

Com a finalidade de expor meu projeto de fotos do centro antigo de São Paulo, este projeto de exposição busca transmitir um olhar especial sobre os postes antigos da Cidade de  São Paulo, uma obra de grande marco da vida moderna Paulistana onde as suas ruas ganharam a energia elétrica, substituídas por seus postes de querosene.

Proteger este patrimônio histórico e obrigação de cada cidadão da nossa cidade, manter a história viva no dia a dia, olhar de uma forma especial o contrates da nossa cidade que a cada curva de suas ruas do centro antigo te propõe, Sidnei Lugouv.


Foto: Sidnei Lugouv - Edição Poste Históricos


História da Iluminação


Os anos foram passando e já estamos no século XXI, muitas coisas aconteceram desde a fundação da cidade de São Paulo. As vielas e becos transformaram-se em ruas e grande avenidas, as antigas casas de taipa de pilão em edifícios e casas de alvenaria, do paralelepípedo ao concreto e do lampião a gás às luminárias de vapor de sódio.

Vamos voltar no tempo e revermos um pouco da história da iluminação pública na cidade de São Paulo. Em 1830 foi estabelecido o uso de lampiões públicos de azeite na iluminação das ruas. Apesar do atraso e da diminuta importância do burgo paulistano, aqui também a vida e os hábitos da população se alteravam.

Foto: Sidnei Lugouv - Edição Poste Históricos

À época, já havia vida social externa às casas, menor do que a existente no Rio de Janeiro ou em Recife, mas já se alteravam hábitos domésticos antigos em função da implantação de iluminação nas ruas.

Em 1847, a Câmara Municipal de São Paulo contrata com Afonso Milliet, que possuía uma fábrica de gás iluminante obtido à partir do carvão, a iluminação de 160 lampiões por um período de 5 anos. Em 1860 havia cerca de 200 lampiões em uso. Por volta de 1862, Camilo Bourroul se propôs iluminar São Paulo, por 10 anos, com azeite fotogênico resinoso.

Foto: Sidnei Lugouv - Edição Poste Históricos

Somente em 1863 o governo da Província contratou com Francisco Taques Alvim e José Dutton, a iluminação a gás de hulha, o que foi efetivado em 1872 pela “São Paulo Gaz Company Ltd.”, iluminando a fachada da antiga Catedral da Sé e do Palácio do Governo, no Pátio do Colégio. Neste mesmo ano começaram a correr os primeiros bondes de tração animal ligando o centro à Estação da Luz. Em 1873 já havia 700 lampiões a gás na cidade, que se multiplicaram e caracterizaram a iluminação pública até 1936 quando os últimos lampiões foram definitivamente apagados.

Em 1879 registra-se a primeira utilização da luz elétrica no Brasil, na estação Rio da estrada de Ferro D. Pedro II, quando foram instaladas 6 lâmpadas a arco voltaico “velas Jablochkoff”, alimentadas por dois dínamos “Gramme”.

São Paulo não parava de crescer e a partir de 1899, novas ruas foram abertas e outras retificadas e um amplo programa de obras de saneamento e pavimentação de ruas foi realizado, com a iluminação pública acompanhando estas modificações.

Só em 1905 é que são instaladas as primeiras lâmpadas elétricas da cidade, na rua Barão de Itapetininga, contratadas com a “The São Paulo Tramway, Light and Power Company Ltda” por comerciantes ali estabelecidos. Dois anos depois são iluminadas as ruas do triângulo formado pelas Ruas Direita, 15 de Novembro e São Bento, com 50 lâmpadas de arco fechado.

O primeiro contrato da Light com o Governo do Estado para Iluminação Pública foi firmado em 1911. Em 1916 ainda havia 8.605 lampiões a gás e 864 lâmpadas elétricas, de arco ou de filamento, na cidade de São Paulo. No ano seguinte foi dado início à substituição das lâmpadas de arco por incandescentes.

Foto: Desconhecido - Departamento do Patrimônio Histórico
Foi no entanto com a expansão da economia cafeeira, deslocando o centro exportador do café para São Paulo, que houve um impacto decisivo no processo de urbanização da Cidade, gerando a execução de obras que foram acompanhadas novamente pela Iluminação Pública.
Absorvendo companhias menores e concorrendo com a San Paulo Gaz Company, responsável na época pela iluminação do centro da cidade, a LIGHT alcança em 1929 o predomínio no setor de Iluminação Pública por eletricidade. Neste mesmo ano assina um contrato com o Governo do Estado e a San Paulo Gaz Co, que praticamente lhe assegura o monopólio da Iluminação Pública na capital paulista.

Foto: Sidnei Lugouv - Edição Poste Históricos

Ao longo dos primeiros trinta anos de prestação de serviços, a Light empenha-se em expandir cada vez mais o uso da energia elétrica. Nesse caminho torna-se parte integrante da paisagem urbana paulistana, com seus operários, suas obras de expansão, seus carros de serviço, sua propaganda.

O morador de São Paulo vê surgir na esplanada do Teatro Municipal, nas ruas e nos jardins públicos, postes simples e ornamentais, diversas modalidades de luminárias, equipadas com lâmpadas de arco nos primeiros tempos e incandescentes mais tarde.

Os equipamentos melhor elaborados, demonstrando evidente preocupação estética, eram destinados aos logradouros mais “nobres” do centro da cidade e aos bairros ricos. As luminárias destinadas às regiões mais distantes, aos bairros populares, eram simplesmente instaladas nos postes que sustentavam cabos da rede de distribuição de energia elétrica, com pouca ou nenhuma intenção de embelezamento.

Foto: Sidnei Lugouv - (Poste Sé)  Edição Poste Históricos

Só em 1936 que, na gestão de Fábio da Silva Prado, a Prefeitura Municipal recebe a responsabilidade de iluminar a Metrópole que se expande. Durante o período do Estado Novo, os dois prefeitos que administraram a cidade procuraram enfrentar o crescimento urbano atuando em obras de infra estrutura.

A gestão de Prestes Maia mereceu a imagem de “mestre de obras” com a abertura de novas avenidas, reformas de outras e planejamento de sistemas básicos de irradiação da cidade. Foram obras que determinaram o crescimento da Iluminação Pública.

Em 28 de junho de 1966, tendo à época como Prefeito o Brigadeiro Faria Lima, a Prefeitura de São Paulo e a então Light S.A. Serviços de Eletricidade firmaram contrato, tanto para o fornecimento de energia elétrica como para execução dos serviços de manutenção, que se constituíam essencialmente na troca das lâmpadas incandescentes pelas de vapor de mercúrio, inovadoras na época, mais eficientes, cuja adaptação da rede elétrica e dos tipos de unidades para funcionarem com estas lâmpadas, configurando as características básicas do sistema de iluminação pública atual do município.

Atualmente a concessionária de energia local, a Eletropaulo, é contratada apenas para o fornecimento de energia elétrica, pois desde 2000 a Prefeitura contrata diretamente todos os seus prestadores de serviço para ampliação e manutenção de seu sistema de iluminação pública.
 Hoje São Paulo é uma das maiores cidades do mundo e sua iluminação é igualmente grandiosa, com cerca de 560 mil lâmpadas, distribuídas através de uma rede exclusiva que cobre uma extensãoo de aproximadamente 17 mil km, equivalente a distância do Brasil ao Japão e com um consumo mensal igual a 10% da produção de uma turbina de Itaipu, em torno de 49 GWh.

Mas como dizem, São Paulo não para de crescer, e sua iluminação pública, tão presente no cotidiano de seus cidadãos, garantindo o bem estar e a sensação de segurança que esta lhe proporciona, cada vez mais estará viabilizando esta sua vocação para a evolução.

Foto: Sidnei Lugouv - (Poste Teatro) Edição Poste Históricos

A Cidade Iluminada

Iluminação pública com energia elétrica começou a ser implantada em 1927

Em 1927 a Light assumiu, com o governo do Estado e a Prefeitura, o compromisso de reformular a iluminação pública de São Paulo. Até então, a cidade era iluminada com óleo de mamona, de baleia e lampiões a gás. A moderna tecnologia, com sua ornamentação seria a evidente manifestação do progresso. Os primeiros momentos de sua implantação dividiram a opinião pública. Os paulistanos, porém, renderam-se logo ao fascínio dos variados postes que deixavam as oficinas da Light para resplandecer nas ruas, luminosos indícios da prosperidade do café e da indústria.  

No início, procurou-se soluções simples e eficazes, acrescentando, por exemplo, braços e suspensões com luminárias ou arandelas, aos singelos postes já existentes, às vezes até mesmo a trilhos de bondes adaptados. Alguma preocupação decorativa revelava-se em discretos ornamentos de ferro. A partir de 1929, porém, ocorrerá a implantação sistemática de diferentes tipos de postes. A energia elétrica e a remodelação paisagística dos parques davam o toque de refinamento ao neoclássico e ao ecletismo dos edifícios e dos novos bairros residenciais. Os plátanos, os românticos ciprestes vindos de outras terras para sombrear nossas calçadas tinham contraponto nas folhas de acanto dos postes ornamentais, inspirados nas colunas dos gregos e dos romanos. “Piques” das crianças que brincavam nas calçadas tranqüilas, “tronco“ do Judas em sábado de Aleluia, ponto de encontro de namorados, quantas funções, além de iluminar, eles exerciam...

Foto: Sidnei Lugouv - (Poste Othon) Edição Poste Históricos

E os postes da Light foram acompanhando o crescimento da cidade, antecipando-se a ele algumas vezes, direcionando-o outras vezes. Entre 1899 e a década de trinta, São Paulo era a grande oficina ou “campo de provas” onde a empresa canadense desenvolvia seu talento para os jogos da política e para a experimentação tecnológica. Suspensões fixadas nas paredes dos edifícios e postes mais simples iluminavam as ruas estreitas do “Triângulo” (Direita, São Bento, 15 de Novembro), enquanto postes com três luminárias ornamentavam as ruas e avenidas elegantes da época, como a Paulista e a São João. Fundidos em ferro, com componentes em bronze ou latão, procurava-se reproduzir o nobre tom do bronze, ou o belo verde que os paulistas viajados conheciam das cúpulas e monumentos da Europa.

Foto: Sidnei Lugouv (Poste Andraus) - Edição Poste Históricos

Companheiros fiéis do paulistano, elos entre as gerações que destroem e reconstroem São Paulo, os postes têm no seu núcleo, engastada no solo até 1,60m a 1,80m de profundidade, uma alma. E quando o cair da noite os faz resplandecer, eles alteraram o ritmo da vida urbana, determinam novas programações de vida.
  
Foto: Sidnei Lugouv - Edição Poste Históricos



"Não existe meio mais seguro para fugir do mundo do que a arte, e não há forma mais segura de se unir a ele do que a arte."
Johann Goethe


Foto: Sidnei Lugouv - Edição Poste Históricos

Luz da Poesia

Dentro do seu olhar
A substância que me faz viver
A claridade que fascina o meu caminhar
E traz a luz ao meu alvorecer
Eu sinto a paz renascer em meus braços
Disfarço a dor com você junto a mim
Sendo assim um entrelaço num sonho de amor
Acalentando a minha solidão
Subtamente uma felicidade
Invade o meu coração
Quero beber dessa água que jorra da fonte
E no calor dessa estrada seguir à diante
A luz da poesia
Vem novamente brilhar
Pra nos dar confiança
E trazer a esperança
Eu vou deixar a vida em suas mãos
Brindar essa doce ilusão
Quero a paz do teu coração em mim
Pra brindar do princípio ao fim
Paixão!

Luz da Poesia / Arte Final



"A arte consiste em fazer os outros sentir o que nós sentimos, em os libertar deles mesmos, propondo-lhes a nossa personalidade para especial libertação."
Fernando Pessoa


Fonte: Departamento do Patrimônio Histórico
Fotos: Sidnei Lugouv



Viva a Arte!

By Lugouv.

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